Ibovespa sobe 1,23% com melhora nos EUA

Recuperação nos mercados globais, principalmente em Wall Street, com resultados corporativos impulsionando os índices nos EUA alavancaram índice

São Paulo – O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, 25, acompanhando as bolsas norte-americanos, com a temporada de balanços corporativos no Brasil trazendo resultados mistos e a cena eleitoral trazendo poucas novidades relevantes a três dias do desfecho da disputa presidencial no país.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,23 por cento, a 84.083,51 pontos. O volume financeiro do pregão somou 15,775 bilhões de reais.

Na véspera, o índice caiu 2,62 por cento, a 83.063,56 pontos, menor patamar desde 11 de outubro, contaminado por um forte declínio nos pregões em Nova York.

“A bolsa brasileira acompanhou a recuperação nos mercados globais, principalmente em Wall Street, com resultados corporativos impulsionando os índices acionários nos Estados Unidos após quedas expressivas na quarta-feira”, afirmou o analista Vitor Suzaki, da Lerosa Investimentos.

Ele acrescentou que indicadores econômicos reforçando um cenário de atividade econômica forte nos EUA e a sinais do Banco Central Europeu corroborando perspectivas de manutenção dos juros na zona do euro no atual patamar por um tempo prolongado também ajudaram na melhora externa.

Em Wall Street, após quedas expressivas na véspera, os principais índices acionários subiam ajudados por resultados sólidos de empresas como Microsoft. O S&P 500 avançou 1,86 por cento.

Da cena eleitoral, a penúltima sessão antes do resultado do segundo turno da disputa entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) não teve mudanças relevantes. A expectativa segue de vitória de Bolsonaro, com o foco voltado para eventuais anúncios sobre a equipe e os planos de governo.

DESTAQUES

BRADESCO PN fechou em alta de 2,89 por cento, com bancos no azul, em meio a expectativas favoráveis para a temporada de balanços do setor que começa na próxima semana. O índice do setor financeiro subiu 1,56 por cento.

PETROBRAS PN avançou 2,49 por cento, conforme o petróleo subiu no exterior . A empresa negocia a venda da refinaria de Pasadena, nos EUA, com a norte-americana Chevron, segundo três fontes a par do assunto. PETROBRAS ON ganhou 2,08 por cento.

VALE subiu 0,33 por cento, no fim de sessão volátil, tendo no radar balanço do terceiro trimestre, com forte resultado operacional – o Ebitda cresceu mais de 30 por cento. O lucro, porém, caiu afetado pelo câmbio. A mineradora disse que vai focar em projetos que tragam retornos expressivos e que tenham investimentos modestos.

VIA VAREJO UNIT avançou 2,96 por cento, revertendo perdas do começo do dia. A dona da Casas Bahia e do Pontofrio afirmou que espera melhora nas margens e crescimento de vendas no quarto trimestre, após os números do período de julho a setembro decepcionarem, com prejuízo de 79 milhões de reais e margens menores.

LOCALIZA avançou 2,97 por cento, em meio à recepção positiva do balanço da maior empresa de aluguel de carros e gestão de frotas do país, com lucro líquido de 159,9 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 14,6 por cento sobre um ano antes. A empresa disse que espera alta em tarifas de aluguel de carro no quarto trimestre.

AMBEV recuou 5,6 por cento, após registrar no terceiro trimestre queda de 10,2 por cento no lucro líquido ajustado em relação a igual período de 2017. O período foi marcado por queda de 2,4 por cento do volume vendido. No pior momento, as ações recuaram 8,5 por cento e tocaram mínima intradia desde janeiro de 2015, a 14,54 reais.

CEMIG PN subiu 7,12 por cento, tendo como pano de fundo expectativas com o resultado da eleição para o governo de Minas Gerais, com as propostas do candidato que lidera as pesquisas contemplando a privatização da elétrica de controle do governo mineiro.

CIELO cedeu 2,44 por cento, no dia em que a rival Stone estreou na bolsa norte-americana Nasdaq, com alta de mais de 30 por cento. Também estiveram no radar notícias de que a Cielo indicou para sua presidência-executiva o atual presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli.