Ibovespa recua 1,11% e tem 2ª queda seguida com realização de lucros

Índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 1,08%, a 87.714,35 pontos

São Paulo – O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão seguido nesta quarta-feira, 7, afetado por movimentos de realização de lucros, com agentes financeiros atentos ao noticiário sobre a transição de governo e à temporada de balanços corporativos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,08 por cento, a 87.714,35 pontos, de acordo com dados preliminares, se afastando ainda mais do recorde de 89.598,16 pontos, registrado na segunda-feira. O volume financeiro somou 14,476 bilhões de reais.

Profissionais da área de renda variável também citaram efeito da eleição parlamentar nos Estados Unidos, na qual os democratas conquistaram o controle da Câmara dos Deputados, enquanto republicanos continuaram na liderança do Senado. “Isso traz preocupação com a guerra fiscal entre Washington e Pequim”, vê o chefe da área de renda variável da corretora de um banco em São Paulo, endossando a visão de que o presidente Donald Trump deve voltar o foco à política externa.

No Brasil, notícias e ruídos sobre a nova equipe econômica de governo ocuparam as atenções. O presidente eleito Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira que não está prevista a permanência de Ivan Monteiro na presidência da Petrobras a partir de janeiro e que o assunto será tratado pelo seu futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ele também não descarou a permanência de Ilan Goldfajn à frente do Banco Central, mas reiterou que também é assunto sob a alçada de Guedes, que comandará um superministério da Economia na gestão do capitão da reserva do Exército.

Para a Kapitalo Investimentos, o novo governo precisa ter o correto diagnóstico dos problemas econômicos, em particular da situação fiscal, e uma equipe alinhada a essa visão, bem como capacidade política de implementar reformas necessárias.

Destaques

PETROBRAS PN encerrou em baixa de 3,27 por cento, com o enfraquecimento do petróleo e ruídos sobre o futuro do comando da petrolífera de controle estatal corroborando nova realização de lucros nos papéis. PETROBRAS ON cedeu 2,21 por cento.

MAGAZINE LUIZA caiu 4,79 por cento, ainda afetada por movimentos de realização de lucros após sinalizar que seguirá focando em crescimento e não em margem. No setor B2W cedeu 4,32 por cento e VIA VAREJO UNIT recuou 3,45 por cento.

CIELO fechou em queda de 5,28 por cento, conforme persistem as preocupações com o cenário de competição no setor de meio de pagamentos, após o papel mostrar forte recuperação no mês passado, quando acumulou alta de mais de 6 por cento.

ESTÁCIO perdeu 4,3 por cento, antes da divulgação do balanço trimestral, previsto para após o fechamento do mercado nesta quarta-feira.

ELETROBRAS ON caiu 4,28 por cento, tendo no radar que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou pedido de elétricas pela suspensão ou parcelamento de custos com o risco hidrológico que serão cobrados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica nesta semana.

ULTRAPAR subiu 2,55 por cento, antes da divulgação do balanço do terceiro trimestre, após o fechamento do pregão. No começo da semana, o Credit Suisse disse esperar resultado fraco, afetado principalmente pelas margens fracas da divisão Ipiranga.

JBS valorizou-se 2,63 por cento, entre as maiores altas do Ibovespa, tendo de pano de fundo anúncio na véspera de que assinou memorando de entendimentos com a gigante chinesa de e-commerce Alibaba para vender carnes na China, um acordo que pode movimentar até 1,5 bilhão de dólares em três anos.

VALE fechou com acréscimo de 0,63 por cento, alinhada ao avanço de mineradoras no exterior.

ITAÚ UNIBANCO PN valorizou-se 0,1 por cento, enquanto BRADESCO PN cedeu 1,94 por cento. BANCO DO BRASIL caiu 2,4 por cento e SANTANDER BRASIL UNIT oscilou 0,05 por cento em terreno positivo.