Ibovespa Futuro aponta queda na abertura do pregão desta sexta-feira

Bolsa brasileira segue a cena externa; investidores permanecem temerosos sobre a possibilidade de desaquecimento da economia global

São Paulo – O pregão brasileiro deve ter mais uma abertura negativa nesta sexta-feira, ainda influenciado pelas tensões que ocorrem na cena externa. Os investidores ao redor do mundo estão preocupados com a recuperação da economia dos Estados Unidos, que está perdendo vigor, e com a possibilidade da crise de dívida pública na Europa se alastrar.

O Ibovespa Futuro perdia há pouco 0,96% nos primeiros negócios, aos 53.380 pontos. Na quinta-feira, a bolsa brasileira fechou com baixa de 3,5%, aos 53.134 pontos. O índice brasileiro segue a tendência dos mercados internacionais. Há instantes, os contratos futuros do índice Dow Jones, o mais acompanhado em Wall Street, negociava em baixa de 1,3%. O S&P 500 recuava 1,3% e o Nasdaq 100 perdia 1,08%.

Na Europa, após as bolsas fecharem ontem com a maior queda em dois anos e meio, o pessimismo continua. Em Frankfurt, o DAX 30 recua 3,3%, Madri 2,16%, Paris 1,46% e Londres 1,79%. O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou com uma perda de 2,51%. Na Coreia do Sul, o Kospi 100 caiu 3,1%. Novamente o setor bancário é um dos mais castigados nas.

O JPMorgan reduziu hoje a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no quarto trimestre deste ano de 2,5% para 1,0% e a previsão para o primeiro trimestre de 2012 de 1,5% para 0,5%.

Segundo o banco, a queda nos preços da energia deverá ajudar a conter parte da fraqueza da economia e os níveis ainda baixos dos gastos que são sensíveis a fatores cíclicos podem reduzir as chances de um PIB trimestral negativo. No entanto, os riscos de uma recessão são claramente elevados.

Para piorar, o Citigroup cortou sua projeção para a expansão econômica americana de 1,7% para 1,6% em 2011, e de 2,7% para 2,1% em 2012. Já o Morgan Stanley diminuiu suas metas para os índices de ações da Indonésia e Cingapura.

Mais tensão

O Bank of America irá suprimir 3.500 postos de trabalho no atual trimestre e um grande plano de reestruturação do grupo prevê a eliminação de milhares de outros empregos, informou hoje a reportagem do Wall Street Journal.

Os 3.500 postos afetados estão espalhados por todo o território dos Estados Unidos e incluem divisões de bancos de investimentos e comerciais, segundo o jornal, que cita fontes ligadas ao tema.