Ibovespa cai com preocupações sobre China e espera de dados

Ações de Vale e Itaú Unibanco lideravam as influências negativas

São Paulo – O principal índice da Bovespa recuava na manhã desta quinta-feira, com as ações de Vale e Itaú Unibanco liderando as influências negativas, em meio a temores sobre a desaceleração do consumo da China e à expectativa por números de emprego nos Estados Unidos.

Às 11h30, o Ibovespa tinha variação negativa de 0,82 por cento, a 50.159 pontos. O giro financeiro do pregão era de 1,1 bilhões de reais.

O índice não conseguia manter-se em alta nesta sessão, após fechar a quarta-feira com avanço de 0,29 por cento, sua primeira valorização nesta semana.

“Os números de inflação da China foram baixos, o que significa um desaquecimento do consumo chinês, afetando o mercado brasileiro. Na Europa, o índice de metais está em queda, o que também afeta empresas de mineração e siderurgia na bolsa”, disse o operador de renda variável Luiz Roberto Monteiro, da Renascença DTVM.

A inflação anual ao consumidor da China desacelerou com mais força do que o esperado em dezembro para 2,5 por cento, a mínima em sete meses. O mercado aguardava o relatório de emprego dos Estados Unidos de dezembro, a ser divulgado na sexta-feira, que pode dar mais sinais sobre o futuro do programa de estímulos na maior economia do mundo.

No front corporativo, Vale, Itaú Unibanco, BRF e BM&FBovespa ajudavam a derrubar o índice. A concessionária de infraestrutura CCR também recuava.


A Controlar, empresa da CCR que realiza inspeção veicular em São Paulo, entregou aviso prévio a seus 800 funcionários nesta quinta, em meio a possibilidade de perder o contrato com a Prefeitura da capital paulista, informou a companhia em nota. No outro sentido, ALL tinha a alta mais expressiva do índice, tendo chegado a avançar mais de 9 por cento. Em menor magnitude, Cosan também subia.

Notícia do jornal “Valor Econômico” nesta quinta-feira afirmou que uma fusão entre a ALL e a Rumo Logística, companhia de transporte de açúcar da Cosan, está em avaliação como solução para a disputa judicial entre as empresas a respeito do cumprimento do transporte de volumes contratados para escoamento de açúcar. “Resolver o imbróglio é bom para as duas empresas, que alinhariam interesses. Para a ALL, que havia sido mais penalizada no mercado, o movimento das ações acaba sendo exacerbado”, afirmou o analista William Alves, da XP Investimentos. O analista acrescentou, no entanto, que as condições da negociação, como um eventual acordo de acionistas e o valor que poderia ser pago pela ALL, ainda não estão claros, abrindo margem para especulação.