Ibovespa recua com blue chips; JBS e BRF sobem

Às 10:57, o Ibovespa caía 0,27%, a 104.350,70 pontos

São Paulo — A bolsa brasileira mostrava fraqueza nesta terça-feira, com ações blue chips entre as maiores pressões de baixa do Ibovespa, em sessão de queda de preços de commodities e viés misto nas praças acionárias no exterior.

Às 10:57, o Ibovespa caía 0,27%, a 104.350,70 pontos. O volume financeiro somava 1,7 bilhão de reais.

Expectativas de retomada das negociações comerciais EUA-China na próxima semana ajudavam Wall St, com a Bloomberg também noticiando que Pequim concedeu novas isenções a várias empresas estatais e privadas de soja.

“Um acordo favorável poderá puxar as bolsas na semana que vem e um novo desacordo tende a pesar sobre as bolsas, como tem acontecido até o momento”, destacou a equipe da corretora Planner, lembrando que o assunto tem ditado o rumo dos mercados.

Do noticiário doméstico, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco destacou que a ata da última reunião do Copom reforçou o cenário de cortes adicionais de taxas de juros.

Destaques

– VALE ON caía 1,16%, acompanhando o movimento de outras mineradoras na Europa, após forte declínio dos preços do minério de ferro na China, o que também afetada ações de siderúrgicas, com CSN, que também atua no setor de mineração, à frente, em baixa de 1,5%.

– PETROBRAS PN recuava 0,3%, também minada pelo declínio dos preços do petróleo no mercado externo.

– BANCO DO BRASIL ON cedia 1,2%, capitaneando as perdas no setor bancário no Ibovespa, após abertura mais positiva, com BRADESCO PN caindo 0,9%, e também pesando no Ibovespa. ITAÚ UNIBANCO PN perdia 0,12%.

– ECORODOVIAS ON e CCR ON caíam 1,9% cada uma, maiores quedas do Ibovespa.

– EMBRAER ON perdia 1,15%, tendo no radar que metalúrgicos da empresa em São José dos Campos (SP) entraram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, paralisando 100% da produção, de acordo com o sindicato local.

– JBS ON e BRF ON avançavam 2,8% e 2,45%, conforme permanece o cenário favorável para exportadoras de carnes diante dos problemas com o surto de peste suína africana na China. MARFRIG subia 0,8%.