HSBC rebaixa ações da Usiminas e CSN

Classificação dos papéis passou de “neutro” para “underweight”

São Paulo – O HSBC não tem boas perspectivas para o setor de siderurgia no Brasil. Em relatório enviado aos clientes, os analistas da instituição dizem que a alta entre 26% e 51% em dólares das ações brasileiras do setor nos últimos meses tem relação com a melhoria em tendências macroeconômicas e o otimismo sobre um possível aumento nos preços do aço.

O setor, porém, não teria fundamentos suficientes para justiçar essa alta. “Nossa expectativa é de que 2012 não será muito melhor que 2011 para o setor siderúrgico no Brasil, influenciado pelo oportunismo do setor na China”, afirma o analista Jonathan Brandt em relatório.

Com isso, o HSBC rebaixou de “neutro” para “underweight” (sugestão de dar peso menor no portfólio de investimentos) os papéis da CSN e Usiminas. A instituição manteve a classificação neutra para Gerdau e Metalúrgica Gerdau. Confira as novas recomendações e preços-alvo:

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Empresa Ação Preço-alvo anterior Preço-alvo atual Classificação anterior Classificação atual
CSN CSNA3 R$ 17,50 R$ 19,00 neutro underweight
Usiminas USIM5 R$ 13,00 R$ 12,50 neutro underweight
Gerdau GGBR4 R$ 15,00 R$ 19,00 neutro neutro
Metalúrgica Gerdau GOAU4 R$ 19,00 R$ 25,00 neutro neutro

Para a CSN, apesar de rebaixar a recomendação, o HSBC aumentou o preço-alvo, que passou de 17,50 reais para 19 reais. Segundo o relatório, a mudança para underweight ocorre pelas expectativas de que a empresa não registre crescimento nos volumes de aço, sem considerar a recente aquisição de ativos que a empresa fez na Alemanha. Devido a restrições portuárias, a expectativa é que a companhia tenha apenas uma pequena retomada nos volumes de minério de ferro. Os analistas questionam também a maneira como a administração da empresa usa o excedente de caixa.

Para a Usiminas, não só a classificação diminuiu, mas também o preço-alvo, de 13 reais para 12,50 reais. O HSBC afirma que ainda há bastante potencial para um corte de custos pela empresa, mas isso não é novidade. “A nova administração deve conseguir implementar estratégias de redução de custos e tornar a Usiminas mais eficiente, mas acreditamos que isso vá acontecer somente no médio prazo”, afirma o analista.
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