HSBC prevê neste ano Ibovespa acima da pontuação de 2008

Previsão do banco de alta no índice brasileiro para 2011 é de 7%, o que representaria um valor superior aos 73.516,81 pontos alcançados há 3 anos

Nova York – As ações brasileiras devem superar a pontuação recorde de 2008, disse Pedro Bastos, gerente regional para América Latina da área de gestão de recursos do HSBC Holdings Plc.

O Ibovespa deve subir pelo menos 7 por cento este ano e superar a máxima de 73.516,81 pontos de 2008 com a desaceleração da inflação no terceiro trimestre, disse Bastos, que administra US$ 53 bilhões em investimentos na região. O índice da bolsa de São Paulo é negociado a 11,6 vezes o lucro anunciado pelas empresas, próximo do nível mais baixo desde dezembro de 2008, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

“Os múltiplos no Brasil estão muito atrativos”, disse Bastos em uma entrevista em Hong Kong. “De agora até o final do ano, com o ponto de inflexão da inflação e o mercado antecipando a possibilidade de cortes de juros em 2012, devemos esperar um ciclo de alta.”

O Ibovespa acumula queda de 0,9 por cento este ano em meio aos receios de que a alta de preços reduzirá o crescimento econômico do Brasil. A bolsa brasileira ficou para trás do índice composto da Bolsa de Xangai e do índice russo Micex, que acumulam ganho de mais de 8 por cento em 2011. O índice Sensitive da bolsa de Mumbai tem queda de 5,2 por cento este ano.

Bastos disse que o Banco Central deve subir o juro básico em um ponto percentual, para 12,75 por cento, até o final do ano. A inflação no Brasil deve atingir o pico no terceiro trimestre e será seguida por queda de juros em 2012, disse ele.

O Comitê de Política Monetária está tentando esfriar a economia depois que a inflação subiu para 6,3 por cento em março, o nível mais alto em 28 meses. A meta a ser perseguida pelo BC é de 4,5 por cento, com tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em 7 de abril, o governo dobrou o Imposto sobre Operações Financeiras nas operações de crédito para as pessoas físicas, para reduzir o crescimento dos empréstimos e evitar que a inflação supere o teto da meta.