HSBC: prêmio nas ações do Itaú não foi destruído, mas adiado

Analistas rebaixam o preço-alvo dos papéis após o resultado, mas continuam a recomendar a compra dos papéis

São Paulo – A equipe de pesquisa do HSBC optou por rebaixar o preço-alvo em 12 meses do Itaú Unibanco (ITUB4) após a instituição financeira reportar resultados “piores que o esperado” no segundo trimestre de 2011. Apesar disso, os analistas mantiveram a recomendação de compra, acreditando que o prêmio em retornos do banco foi “adiado, mas não destruído”.

Em relatório, os analistas Victor Galliano e Mariel Santiago cortaram o preço-alvo de 47 reais para 44 reais até o final de 2011, o que representa um potencial de valorização de 56,86% frente à cotação de 28,05 reais vista no fechamento do último pregão. “Encaramos o rebaixamento na classificação (preço-alvo) do Itaú Unibanco como uma oportunidade de compra”, diz a equipe do HSBC.

Eles explicam que, embora o balanço da instituição financeira, menor que o estimado, tenha provocado “alguma erosão” no retorno sobre o patrimônio líquido (RPL), o prêmio projetado foi adiado e não perdido. Neste sentido, a recomendação de alocação acima da média do mercado (overweight) foi reiterada.

Galliano e Mariel diminuíram as estimativas de RPL do Itaú Unibanco de 21,8% – projetado anteriormente – para 21,5% em 2011; e de 22,2% para 22,3% em 2012. Para 2013, a perspectiva para o RPL foi ampliada de 21,1% para 22,3%.

Os analistas do HSBC reduziram ainda as projeções de lucro para 2011 e 2012 em 5,5% e 4%, respectivamente, para 14,05 bilhões de reais e 16,8 bilhões de reais. Para 2013, contudo, a expectativa de lucro líquido foi elevada em 1%, para 19,4 bilhões de reais.

De acordo com a equipe do HSBC, todas as projeções apresentadas acima são ligeiramente inferiores ao consenso do mercado. “Nossas menores estimativas de lucros para 2011 e 2012 são motivadas principalmente por maiores encargos de crédito, mas esperamos uma compensação parcial proveniente de um crescimento mais lento de despesas operacionais”, justificam Galliano e Mariel.

Eles se mostraram otimistas quanto à execução do programa de contenção de custos do Itaú Unibanco, uma vez que a instituição financeira deve se beneficiar de seus investimentos na migração de TI e da conclusão da integração após o processo de fusão, cujo término está previsto para o segundo semestre deste ano.

Segundo os analistas, as menores despesas operacionais devem “potencializar as ações” do Itaú Unibanco.