Goldman Sachs prevê queda de ações nos próximos 3 meses

O rali recente que elevou as ações a níveis históricos está prestes a encontrar um obstáculo, segundo uma nova nota do Goldman Sachs

O rali recente que elevou as ações a níveis históricos está prestes a encontrar um obstáculo, segundo uma nova nota do Goldman Sachs.

De fato, a equipe do banco, liderada por Christian Mueller-Glissmann, estima que o S&P 500 e o STOXX Europe 600 cairão cerca de 10 por cento nos próximos três meses.

“Considerando que as ações continuam caras e que o crescimento dos resultados é ruim, na nossa opinião as ações estão atualmente bem no teto de sua faixa ’gorda e estável’”, escrevem.

Os analistas rebaixaram as ações para “underweight” para os próximos três meses, mantiveram sua posição “neutra” para os próximos 12 meses e permaneceram “overweight” em relação ao dinheiro vivo.

Os mercados de ações têm sido impulsionados por um posicionamento favorável que ajudou reforçar os investidores contra o choque do referendo britânico do Brexit, assim como a busca por yields que impulsionou os ativos, argumentam os analistas.

Mas o indicador proprietário de apetite ao risco do banco agora está virando, projetando tempos mais difíceis à frente para as ações sem um ambiente macro mais favorável.

“Nosso indicador de apetite ao risco está perto de níveis neutros e seu impulso positivo diminuiu, sugerindo que o posicionamento dará menos apoio e que precisaremos de fundamentos macro ou estímulos melhores para manter o rali do risco, mas as expectativas do mercado já estão dovish e a aceleração do crescimento deverá levar tempo”, escrevem.

“Nós consideramos que essa reversão no posicionamento aumenta a probabilidade de uma retração das ações considerando que nossa visão fundamental não mudou: as avaliações ainda parecem altas e esperamos um crescimento ruim dos resultados em todas as regiões”, concluem.

“Enquanto a situação do crescimento não melhorar não seremos tão construtivos em relação às ações, particularmente depois desse tipo de rali e em meio às contínuas preocupações em relação à sustentabilidade do crescimento impulsionado por estímulos na China, à incerteza das políticas globais (na Europa em particular), às expectativas dovish para os bancos centrais e às perspectivas maiores de choques desconhecidos (por exemplo, a Turquia recentemente)”.