Goldman Sachs: ações ligadas as commodities vão brilhar

Banco revisa recomendações e sugere a saída dos papéis ligados ao consumo e varejo como a Hypermarcas

São Paulo – A forte liquidez dos mercados criada pelo afrouxamento monetário praticado pelos mais importantes bancos centrais do mundo pode levar as ações ligadas as commodities para um momento áureo, projeta Stephen Graham, analista do banco Goldman Sachs em relatório publicado hoje.

Segundo ele, os papéis ligados as commodities devem “brilhar”, especialmente com a grande liquidez criada no mercado com as intervenções dos principais BCs, sugere o analista. “O mercado de ações brasileiro é mais exposto às commodities do que a sua economia”, escreveu Graham.

Além do efeito causado pela liquidez internacional o banco lembra também que as projeções positivas para as commodities são sustentadas pelo crescimento das economias emergentes. Dentro do setor, as principais recomendações são Petrobras, OGX, Vale, Fibria, Suzano e Minerva.

Consumo

Para Graham, este é o momento de sair dos setores de consumo e varejo na bolsa brasileira e de dar preferência para os papéis ligados às commodities, com a exceção do aço, bancos e setor financeiro, construtoras e transportes. A expectativa do GS é de que o Ibovespa possa chegar aos 78 mil pontos até o final do ano.

O analista chama atenção também para as ações “retardatárias” que estão em setores interessantes e com recomendação de compra. Destaque para as ações da GP Investments (GPIV11), ALL (ALLL11), Cielo (CIEL3), Even (EVEN3), Vivo (VIVO4) e Fibria (FIBR3).

Para ajustar a nova visão setorial do banco, o analista retirou a Hypermarcas (HYPE3) do portfólio recomendado para ações na América Latina. Além disso, as ações da PDG, Cielo e GP Investments foram incluídas na lista. Os papéis da construtora mexicana Geo também foram adicionadas.

Leia mais notícias sobre análise fundamentalista

Siga as notícias de mercados no Twitter