Fusões e aquisições impulsionam negócios e bolsas da Europa fecham em alta

Destaque do dia ficou por conta da notícia de que a cadeia de supermercados Sainsbury's comprará parte do Asda - marca utilizada localmente pelo Walmart

São Paulo – As bolsas da Europa encerraram a sessão desta segunda-feira, 30, em alta, com os investidores de olho em notícias corporativas, mas sem perder do radar as preocupações comerciais e geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,18%, aos 385,32 pontos.

A bolsa de Londres teve alta de 0,09%, aos 7.509,30 pontos; Paris subiu 0,68%, para 5.520,50 pontos, e Frankfurt avançou 0,25%, para 12.612,11 pontos.

Em Madri, o índice Ibex 35 subiu 0,56%, para 9.980,60 pontos, enquanto em Milão, o FTSE-MIB fechou com ganho de 0,22%, aos 23.979,37 pontos. Na contramão, a bolsa de Lisboa caiu 0,28%, para 5.512,29 pontos.

O destaque do dia ficou por conta da notícia de que a cadeia de supermercados britânica Sainsbury’s comprará uma parte do Asda – marca utilizada localmente pela americana Walmart – por uma combinação de pagamento de 3 bilhões de libras em dinheiro e 42% de participação resultante da fusão. O negócio prevê a manutenção das duas bandeiras e ainda precisará ser avaliado pelas autoridades concorrenciais do país.

Analistas consultados pela imprensa britânica acreditam que os reguladores devem impor a venda de até 15% do patrimônio da nova cadeia para a concorrência. As ações da Sainsbury’s dispararam 14,53% em Londres neste pregão, enquanto os papéis da concorrente Tesco (-0,92%) ficaram no vermelho.

O movimento de fusões e aquisições também direcionou os negócios em Paris, onde as ações da Accor subiram 1,98% após a rede de hotéis informar a compra da Movenpick Hotels & Resorts por 560 milhões de francos suíços (US$ 566,5 milhões).

Já em Frankfurt, as ações da Deutsche Telekom caíram 0,72% depois que a Sprint Corp e a T-Mobile US Inc anunciaram a fusão de suas operações, num negócio avaliado em US$ 26 bilhões. A Deutsche Telekom é a controladora da T-Mobile e ficará com 42% de participação na companhia resultante da fusão.

Os investidores ainda digeriram os dados das vendas no varejo da Alemanha, que contrariaram as expectativas do mercado. O indicador recuou 0,6% em março ante fevereiro, quando a previsão era de alta de 0,8% no período. O dado amplia as dúvidas sobre a trajetória de inflação na zona do euro, tornando ainda mais incertos os próximos passos do Banco Central Europeu (BCE).

Fica, ainda, a expectativa em relação às negociações quanto às tarifas de importação de aço e alumínio pelos Estados Unidos, que poderão entrar em vigor amanhã. A Casa Branca ainda não informou se irá ou não estender o prazo de negociação com a União Europeia e outros países. (Com informações da Dow Jones Newswires)