Fundos dedicados a emergentes perdem US$ 3,5 bi

Segundo o Morgan Stanley, o Brasil é um dos países com os maiores fluxos negativos de capital em fundos dedicados a ações

São Paulo – Fundos dedicados a mercados emergentes perderam US$ 3,5 bilhões na semana até 17 de agosto, segundo cálculos feitos pelo Barclays Capital usando dados da EPFR Global. O Morgan Stanley, usando dados do começo do ano até agora, informou que o Brasil é um dos países com os maiores fluxos negativos de capital em fundos dedicados a ações.

De acordo com o Barclays, do total em saída de capital na última semana, US$ 2,8 bilhões corresponderam a fundos de ações e US$ 660 milhões a fundos de bônus. “A boa notícia é que os bônus locais dos mercados emergentes estão atraindo fluxos de capital a um ritmo crescente”, disse o Barclays.

O Morgan detalhou informações sobre os fundos dedicados a ações emergentes. Os emergentes com as maiores saídas de capital na última semana foram Taiwan (US$ 690 milhões), Rússia (US$ 460 milhões) e China (US$ 390 milhões). Mas no ano até agora, Rússia e Taiwan são os únicos países emergentes com fluxo positivo de capital – de US$ 460 milhões e US$ 280 milhões, respectivamente.

China, Brasil e Índia foram os países emergentes que mais perderam recursos desde o começo do ano. O fluxo negativo na China totalizou US$ 5,54 bilhões, no Brasil somou US$ 5,16 bilhões e na Índia ficou em US$ 3,56 bilhões. No total, os fundos dedicados a mercados emergentes tiveram saída de US$ 23,8 bilhões no ano até agora.

Com relação aos fundos dedicados a mercados desenvolvidos houve saída de US$ 1,3 bilhão na semana e de US$ 4,3 bilhões desde o começo do ano.

O total de ativos sob administração de fundos dedicados a mercados emergentes somou US$ 657 bilhões na semana até 17 de agosto, 14% abaixo da máxima histórica de US$ 749 bilhões, afirmou o Morgan Stanley.