Fipecafi não identificou anormalidades nas operações da JBS

A fundação afirma ainda que o estudo não contemplou análise de processos administrativos e judiciais da companhia

São Paulo – A Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis Atuarias e Financeiras (Fipecafi) afirmou que, em estudo contratado pela JBS, não identificou indícios de anormalidade em operações realizadas pela empresa. Em nota, a fundação ressaltou que seu objeto de estudo foi a JBS.

“Não foram analisadas transações com ações realizadas por sua controladora – a J&F – ou por seus acionistas controladores.”

A Fipecafi afirma ainda que o estudo não contemplou análise de processos administrativos e judiciais da companhia.

“Temas relacionados a eventual acesso a informações privilegiadas, tipificações administrativas ou penais não foram alvo do trabalho”, diz.

O objetivo, segundo a fundação, foi realizar uma análise científica, descritiva e imparcial dos mercados e das transações à época dos fatos.

A Fipecafi ressalta que o estudo não se constitui em exame de auditoria contábil nem operacional da companhia. Tampouco analisa as políticas de compliance ou de governança da empresa relativas às operações realizadas no mercado financeiro.

O trabalho foi dividido em duas partes: Estudo sobre as operações de recompra de ações da JBS S.A. nos meses de abril e maio de 2017 e Estudo sobre as operações de contratação de derivativos cambiais pela JBS S.A. no mês de maio de 2017.

A primeira parte teve por objetivo geral analisar o impacto das operações de recompra de ações ordinárias da JBS, no mercado à vista, realizadas pela empresa nos meses de abril e maio de 2017.

Uma das conclusões foi que não se pode afirmar que não existisse fundamento econômico para as recompras efetuadas.

A análise revelou que havia indícios de que a ação estava “barata” à época dos fatos, o que sugere o cumprimento do objetivo do plano de recompras, qual seja, o de maximização do valor da empresa para os acionistas.

Sobre as operações no mercado de câmbio, o objetivo geral do estudo foi verificar se as transações realizadas pela JBS com derivativos no mês de maio de 2017 apresentaram evidências que pudessem caracterizá-las como operações anormais.

Entre as conclusões, a Fipecafi disse não ter encontrado evidências de que as operações fossem anormais, quando comparadas com as dos dois anos anteriores.