Falhas com homebroker lideram reclamações na CVM no primeiro semestre

Primeiro relatório semestral da autarquia mostra os campeões de queixas e processos no mercado nacional

São Paulo – Os investidores brasileiros registraram 28.932 reclamações sobre procedimentos do mercado financeiro no primeiro semestre de 2010. O dado faz parte de um novo banco das reivindicações do mercado nacional, o Boletim Semestral de Atendimento ao Público da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), cuja primeira edição foi lançada pelo órgão regulador dos mercados na sexta-feira (17).  

Entre as demandas, 457 denúncias geraram abertura de processo. As campeãs de registros são as queixas sobre negociações com valores mobiliários (35,73%), seguidas de reclamações de fundos de investimento (15,17%) e dificuldades em obter informações sobre posição acionária e a demora na transferência de ações (7,46%).

O boletim centraliza atendimentos de centros de consulta, correspondências, ligações telefônicas e atendimentos pessoais, Central 0800 e o Serviço de Atendimento ao Cidadão – SAC. Os canais fazem parte do Programa de Orientação e Defesa ao Investidor (PRODIN).

Reivindicações

Segundo o relatório,  o tema que gerou maior número de processos foram os serviços prestados por instituições que integram o sistema de distribuição de valores mobiliários. As reclamações  abrangem problemas decorrentes do funcionamento de sistemas de homebroker e falhas na execução de ordens. Alguns casos apontam a realização de operações sem o conhecimento do investidor.

Quanto aos fundos de investimento, as reivindicações envolvem questionamentos sobre a rentabilidade auferida, em face da política de investimentos. Há ainda alegações de dificuldades na localização de saldos de investimento e sobre procedimentos adotados pelo administrador em Assembléias de cotistas.

Corretoras

A TOV Corretora teve o maior número de processos abertos no período, chegando a 36 ou aproximadamente 9,25% do total de reclamações feitas. O conglomerado Banco do Brasil aparece na segunda posição com 33 processos. A lista continua com Bradesco (29), Itaú-Unibanco (19), Santander Brasil (16), Senso (13), Ágora (12), Um Investimentos (10), BNY Mellon (9) e Banif (9).
 

Boletim Semestral da CVM
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