Facebook divulga novos detalhes sobre sua entrada na bolsa

Empresa quer começar a negociar suas ações no segundo trimestre do ano, mas ainda não determinou se isso acontecerá na NYSE ou na Nasdaq

Nova York – O Facebook ofereceu nesta quarta-feira novos detalhes de sua iminente entrada na bolsa, uma semana depois de ter iniciado formalmente os trâmites para começar a cotar em Wall Street no segundo trimestre deste ano.

Na documentação apresentada à Comissão da Bolsa de Valores (SEC, na sigla em inglês), a popular rede social deu mais detalhes sobre sua relação com a empresa Zynga, ao lado da qual trabalhará para aumentar o número de usuários de cada uma.

Na semana passada, quando a empresa fundada por Mark Zuckerberg iniciou os trâmites para entrar na bolsa, foi revelado que a Zynga, que começou a cotar em Wall Street em dezembro, gera aproximadamente 12% da receita do Facebook.

Entre os novos documentos apresentados à SEC, a rede social incluiu nesta quarta-feira o contrato de Zuckerberg datado de 2005 no qual o salário do executivo é fixado em US$ 500 mil anuais, embora tenha se comprometido a receber US$ 1 a partir de 2013.

O fundador do Facebook também terá direito a uma bonificação de 45% e opções sobre ações da companhia, assim como a diretora-executiva financeira, Sheryl Sandberg, cujo salário anual é de US$ 300 mil.

Além disso, a companhia, que espera arrecadar US$ 5 bilhões com sua oferta pública inicial de venda de ações, revelou o contrato de arrendamento de sua sede em Palo Alto (Califórnia), pela qual pagou no ano passado US$ 11 milhões e que ascenderá a US$ 22,7 milhões em 2025.

O Facebook quer começar a negociar suas ações no segundo trimestre do ano, mas ainda não determinou se isso acontecerá na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) ou na Nasdaq, onde cotam algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo.

Na semana passada, a empresa não detalhou o número de ações que planeja lançar no mercado nem seu preço, mas apresentou suas contas referentes a 2011, quando registrou receita de US$ 3,7 bilhões e lucro líquido de US$ 1 bilhão.

Segundo as últimas informações publicadas na imprensa especializada, a avaliação da popular rede social com 845 milhões de usuários ficaria entre US$ 75 bilhões e US$ 100 bilhões.