Europa e China ocupam foco antes de emprego nos EUA

A demora na conclusão de um acordo definitivo sobre a questão grega colaborava com o viés mais conservador nas operações

São Paulo – Dados sobre o setor de serviços na zona do euro e na China ocupavam as atenções nesta sexta-feira nas praças financeiras internacionais, mas o clima nos negócios era de espera para a divulgação do relatório de janeiro do mercado de trabalho dos Estados Unidos, prevista para o final da manhã. A demora na conclusão de um acordo definitivo sobre a questão grega colaborava com o viés mais conservador nas operações.

Às 7h20, o índice europeu FTSEurofirst 300 subia 0,11 por cento e o futuro do norte-americano S&P 500 oscilava ao redor da estabilidade. O MSCI para ações globais registrava variação negativa de 0,05 por cento e para emergentes, de 0,08 por cento. O MSCI de ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão verificava decréscimo de 0,07 por cento.

Em Tóquio, o Nikkei fechou em baixa de 0,51 por cento. O índice da bolsa de Xangai terminou com elevação de 0,77 por cento. O índice Markit sobre o setor de serviços da zona do euro ficou em 50,4 em janeiro, máxima em cinco meses, ante 50,5 na leitura preliminar para o mês e 48,8 em dezembro.

O índice composto -que inclui a atividade manufatureira- atingiu também 50,4, confirmando a divulgação prévia e acima dos 48,3 registrados em dezembro, no maior patamar em cinco meses. Já o índice dos gerentes de compra (PMI) da China apurado pela Federação de Logística e Compras da China (CFLP) para o setor de serviços caiu para 52,9 em janeiro ante 56 em dezembro.

O indicador do HSBC para o segmento permaneceu em 52,5 pelo terceiro mês seguido. Entre as moedas, o euro apreciava-se 0,06 por cento, a 1,3154 dólar, o que influenciava a queda de 0,07 por cento do índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais. Em relação ao iene, o dólar cedia 0,08 por cento, a 76,21 ienes.

No caso das commodities, o petróleo do tipo Brent aumentava 0,32 por cento em Londres, a 112,43 dólares, enquanto o barril negociado nas operações eletrônicas em Nova York subia 0,28 por cento, a 96,63 dólares. Veja a agenda com os principais indicadores para esta sexta-feira.


Veja como ficaram os principais mercados financeiros na quinta-feira:

CÂMBIO – O dólar fechou a 1,7218 real, em queda de 0,70 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA – O Ibovespa subiu 0,04 por cento, para 64.593 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 8,01 de reais.

ADRs BRASILEIROS – Às 18h36 (horário de Brasília), o índice dos principais ADRs brasileiros subia 0,36 por cento, a 33.693 pontos.

JUROS – No call das 16h, o DI janeiro de 2013 estava em 9,450 por cento ao ano, ante 9,500 por cento no ajuste anterior.

EURO – A moeda comum europeia era cotada a 1,3145 dólar, ante 1,3158 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40 – O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 133,125 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,352 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS – O risco Brasil permanecia estável em 216 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 1 ponto, a 356 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA – O índice Dow Jones subia 0,06 por cento, a 12.724 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,24 por cento, a 1.327 pontos, e o Nasdaq ganhava 0,46 por cento, aos 2.861 pontos.

PETRÓLEO – Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto fechou em queda de 1,25 dólar, ou 1,28 por cento, a 96,36 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS – O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,8282 por cento, frente a 1,830 por cento no fechamento anterior.