Eike nega uso de informação privilegiada

Empresário teve R$ 122 milhões bloqueados pela justiça após um investigação por uso de informação privilegiada para obter ganhas no mercado financeiro

Rio – Com R$ 122 milhões bloqueados pela Justiça, o empresário Eike Batista negou nesta quinta-feira, 8, o uso de informação privilegiada para obter ganhos no mercado financeiro. Em nota, Eike informou que irá recorrer ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região para revogar a liminar que sequestrou os bens.

Os recursos estão depositados no BTG Pactual. Na cifra bloqueada, o Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que constam também R$ 4 milhões do empresário depositados no Citibank. Foi o banco que comunicou Eike do bloqueio determinado pela 3a. Vara Criminal do Rio de Janeiro.

Em nota, os advogados do empresário disseram ainda que o juiz federal determinou a liberação dos demais valores bloqueados em outras instituições financeiras, “impedindo o excesso.”

Segundo uma fonte próxima ao empresário, o sequestro chegou a R$ 128 milhões. “Eike Batista mais uma vez nega a prática de qualquer irregularidade e irá apresentar recurso ao Tribunal Regional Federal da 2a. Região para revogar a liminar e cancelar o bloqueio efetivado”, diz o comunicado assinado pelos advogados Ary Bergher, Sergio Bermudes e Darwin Corrêa.

O congelamento dos bens foi solicitado à Justiça pelo Ministério Público e se originou de um processo aberto após investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ter apontado supostos indícios da prática de “insider trading” (uso de informação privilegiada). Na mira estão negociações de ações supostamente irregulares, enquanto Eike estava à frente da petroleira OGX (rebatizada de Óleo e Gás Participações).

Desde 17 de abril, a Polícia Federal do Rio de Janeiro está investigando a possibilidade de Eike ter cometido os crimes de manipulação de mercado, lavagem de dinheiro e de uso de informações privilegiadas. O sequestro dos bens busca impedir que o empresário se desfaça de seu patrimônio antes que a Justiça determine o pagamento de credores e acionistas prejudicados.C