Eike Batista inicia listagem da CCX na Bovespa dia 25

A companhia nasce com significativas reservas de carvão já certificadas e um caixa de 450 milhões de dólares

São Paulo – O grupo de Eike Batista vai iniciar a listagem da companhia CCX, resultado de uma cisão da MPX, no dia 25 de maio na Bovespa, informou nesta terça-feira o diretor-presidente da CCX, Leonardo Moretzsohn. A companhia nasce com significativas reservas de carvão já certificadas e um caixa de 450 milhões de dólares, num processo que tem como objetivo separar os ativos minerais da Colômbia da joint venture entre a MPX, companhia de energia do grupo, com a gigante alemã E.ON.

Cada acionista da MPX receberá uma ação da CCX. “A empresa já terá recursos suficientes para que seja conduzido o avanço do estudo de viabilidade (econômica), o aprofundamento dos estudos de engenharia, todo o processo ambiental até a próxima etapa, que será o começo da construção do complexo que será iniciado do segundo semestre de 2013”, disse o executivo em teleconferência com jornalistas para detalhar a certificação das reservas de carvão na Colômbia detidas pelo grupo.

A MPX anunciou na segunda-feira a certificação de 5,2 bilhões de toneladas de carvão mineral de alta qualidade na mina subterrânea de San Juan, localizada na região de La Guarija, na Colômbia. O volume de reservas atinge, aproximadamente, 672 milhões de toneladas, “garantindo uma produção média superior a 25 milhões de toneladas anuais por 20 anos, podendo exceder 28 milhões de toneladas no auge da produção”, segundo comunicado da empresa. O potencial de produção anual da futura CCX equivale a cerca de um quarto da produção colombiana atual de carvão.


O país é o quarto maior produtor do mundo. A certificação da mina de San Juan coloca a empresa como um grande player do mercado mundial de mineração de carvão. “O volume de recursos de San Juan encontra-se entre os cinco maiores de carvão mineral do mundo”, afirmou. Parte da produção vai suprir as usinas térmicas da MPX, que devem consumir cerca de 10 milhões de toneladas de carvão. A maior parte deve ser exportada para outros mercados. O projeto de mineração na Colômbia, que inclui o sistema dedicado de logística, está em processo de licenciamento ambiental para iniciar a construção de seu projeto de mineração integrado – mina, ferrovia e porto – em 2013.

O início de produção da mina subterrânea de San Juan está previsto para o começo de 2017. Os recursos podem ser ainda maiores, já que o potencial identificado até agora ocorreu em área de 10 mil hectares de um total de 67 mil hectares que pertencem à companhia de Eike Batista. “Do total certificado como reservas, mais de 92 por cento do minério é constituído de recurso de altíssima qualidade, o que deve render “no mercado diferencial de preço, no mínimo de 30 por cento”, segundo ele.

Além da mina subterrânea, a CCX desenvolverá duas minas de céu aberto, Cañaverales e Papayal, que deverão produzir, em conjunto, até 5 milhões de toneladas por ano. Os negócios de Eike na Colômbia vão além de carvão. O empresário detém depósitos de ouro, ativos da subsidiária AUX – que está em campanha exploratória – e blocos de petróleo que devem ser perfurados em breve pela OGX, segundo Moretzsohn.

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