Dow Jones perde mais de 300 pontos e fecha em baixa de 1,97%

O principal índice de Wall Street fechou nesta quinta-feira com uma forte baixa de 1,97%

Nova York – O Dow Jones, principal índice de Wall Street, fechou nesta quinta-feira com uma forte baixa de 1,97%, apenas um dia após ter vivido sua melhor jornada do ano.

Ao final do quarto pregão da semana, o indicador perdeu 334,78 pontos, e fechou em 16.659,144. Já seletivo S&P 500 caiu 2,07%, até 1.928,01, enquanto o índice composto do mercado Nasdaq recuou 2,02%, aos 4.378,34.

Apenas 24 horas depois de seu melhor dia do ano, os operadores no pregão nova-iorquino se decidiram hoje pelas vendas desde os primeiros compassos da jornada, em meio ao temor que as dúvidas em torno da economia europeia despertam nos mercados.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, assegurou hoje em Washington que existe 40% de possibilidades de que a zona do euro volte a cair em uma recessão.

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, os principais institutos econômicos da Alemanha recortaram drasticamente suas previsões de crescimento do país para 2014 e 2015, até 1,3% e 1,2%, respectivamente.

Os temores pela zona do euro deixaram em segundo plano um bom dado sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, onde os pedidos de seguro-desemprego caíram na semana passada até 287 mil, a quarta semana consecutiva em que se mantiveram abaixo de 300 mil.

Todos os setores de Wall Street terminaram a jornada no vermelho, com quedas destacadas no energético (-3,27%), no de matérias-primas (-2,59%), no industrial (-2,2%), no sanitário (-2,03%), no financeiro (-1,89%) e no tecnológico (-1,74%).

No final do pregão, os 30 componentes do Dow Jones fecharam com perdas, liderados por Caterpillar (-3,26%), Exxon Mobil (-2,95%), Chevron (-2,92%), Goldman Sachs (-2,88%), Disney (-2,72%), Johnson & Johnson (-2,7%), United Technologies (-2,62%), Visa (-2,19%) e JPMORGAN (-2,19%).

Em outros mercados, o ouro subiu para US$ 1.224,5 a onça, enquanto rentabilidade da dívida pública a dez anos avançava até 2,331%.