Dow Jones e S&P 500 fecham em patamares recordes

Índices fecharam em patamares recordes de alta, com dados apontando para a melhora de condições no setor de serviços nos EUA

Nova York – Os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em patamares recordes de alta nesta quarta-feira com dados apontando para a melhora de condições no setor de serviços nos Estados Unidos.

O índice Dow Jones subiu 0,18 por cento, a 17.912 pontos, enquanto o S&P 500 teve ganho de 0,38 por cento, a 2.074 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq subiu 0,39 por cento, a 4.774 pontos.

O Dow Jones e o S&P 500 também atingiram máximas recordes no intradia em uma sessão tranquila, com muitos operadores à espera da reunião do Banco Central Europeu (BCE), que acontece quinta-feira.

Ações ligadas ao ritmo de crescimento econômico lideraram os ganhos da sessão, com os índices industrial, materiais e de energia subindo mais de 1 por cento. Os índices de telecomunicações, serviços públicos e bens de consumo básicos, vistos como papéis defensivos, recuaram.

A valorização dos papéis de energia acompanhou o avanço de 0,8 por cento do preço do petróleo nos Estados Unidos. Apesar do índice setorial ter subido pelo terceiro dia seguido, acumulando alta de 3,2 por cento no período, este é o único grupo a acumular perda no ano.

“Energia está o setor subvalorizado do mercado, mas tentando adivinhar o piso do preço do petróleo é como tentar pegar uma faca caindo”, disse o estrategista-chefe de um fundo do Bank of America Private Wealth Management, Joseph Quinlan.

Um termômetro do crescimento do setor de serviços dos Estados Unidos subiu mais que o esperado em novembro, mesmo com o componente de emprego caindo, de acordo com dados do ISM, enquanto o Markit mostrou crescimento, apesar que em um ritmo mais lento.

O cenário está se formando para o BCE lançar um programa de compra de títulos soberanos para impulsionar a enfraquecida economia da região, com muitos sinais apontando março para uma decisão. O BCE se reúne na quinta-feira.

“Nós estamos esperando por qualquer estímulo e somos vulneráveis à falta de ações adicionais”, disse Quinlan, que ajuda a cuidar de 330 bilhões de dólares em ativos. “Nós ficaremos mais confiantes sobre os prospectos globais se tivermos um BCE mais pró-ativo”.