Dólar termina em leve baixa em sessão de giro fraco

Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 495,29 milhões, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa

São Paulo – O dólar operou sem direção clara durante todo o dia, em meio a um giro bastante fraco, tanto no mercado à vista como no futuro, e acabou fechando em leve queda.

Por um lado, a moeda teria espaço para correção em alta, após cair nas três sessões anteriores. Contudo, a expectativa de entrada de recursos no país manteve o câmbio pressionado.

O dólar à vista no balcão caiu 0,09%, a R$ 2,2270, acumulando queda de 2,50% nas últimas quatro sessões.

Por volta das 16h30, o giro estava em torno de US$ 495,29 milhões, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa.

No mercado futuro, o dólar para julho recuava 0,16%, a R$ 2,2390. O volume de negociação era de quase US$ 10,81 bilhões.

No exterior, predominou um leve viés de alta do dólar ante moedas emergentes e de países exportadores de commodities.

No horário acima, o dólar subia 0,12% em relação ao peso mexicano e 0,10% na comparação com o won sul-coreano.

O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, tinha alta de 0,19%.

Além de Odebrecht Oil & Gas Finance Limited, que já captou US$ 400 milhões em bônus perpétuos, e Banco do Brasil, que também está na rua com uma emissão benchmark de bônus perpétuos subordinados, fontes informaram nesta tarde ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a Marfrig prepara uma captação externa de US$ 850 milhões em bônus de cinco anos.

Também pesam sobre as expectativas a indefinição sobre as condições da extensão do programa de swap cambial do Banco Central, segundo afirmou o gerente de câmbio da Correparti, João Paulo de Gracia Corrêa.

O presidente da autoridade monetária, Alexandre Tombini, faria um discurso hoje em um evento na sede da instituição em Brasília, mas sua fala foi cancelada.

Além disso, há especulações sobre nova pesquisa do Ibope. Esse ambiente deixa os preços voláteis, mas entre margens estreitas, afirmou o gerente da mesa de derivativos de uma corretora.