Dólar tem sessão de alta e termina a R$ 2,7470

O dólar não operou em baixa em nenhum momento desta quarta-feira, 4, mantendo-se durante a sessão toda em trajetória ascendente

São Paulo – O dólar não operou em baixa em nenhum momento desta quarta-feira, 4, mantendo-se durante a sessão toda em trajetória ascendente e terminando perto das máximas do dia.

Dessa forma, marcou o maior valor desde 17/03/2005 (R$ 2,7522), ignorando os dados do fluxo cambial da sessão.

O dólar comercial terminou a sessão com avanço de 1,97%, a R$ 2,7470.

Na mínima, operou estável a R$ 2,6940 e, na máxima, marcou R$ 2,7480 (+2%).

No mercado futuro, a moeda para março registrava, às 16h17, R$ 2,7640 (+1,86%).

Durante a tarde, houve um movimento de stop loss no mercado futuro, com investidores vendidos reduzindo posições, o que levou a moeda para a máxima do dia.

Mais cedo, no entanto, o sinal positivo já havia sido dado pelos dados da ADP, nos EUA, que agradaram aos investidores e levaram a moeda norte-americana a subir ante outras moedas emergentes, entre elas o real.

O setor privado dos EUA criou 213 mil empregos em janeiro. O dado veio abaixo da previsão de analistas consultados, de +240 mil novas vagas, mas a leitura de dezembro foi revisada para cima, a 253 mil postos de trabalho criados, de 241 mil originalmente.

Na hora do almoço, o Banco Central divulgou os dados do fluxo cambial, com o registro da entrada líquida de dólares de US$ 3,241 bilhões na semana de 26 a 30 de janeiro.

Com esse resultado, o fluxo de janeiro ficou positivo em US$ 3,903 bilhões, ante US$ 1,610 bilhão em janeiro do ano passado.

Esse dado mostrou que a mudança da equipe econômica trouxe confiança para o capital ingressar no Brasil no primeiro mês do ano.

Apesar disso, o dado do BC não serviu de alívio para a moeda norte-americana no Brasil nesta quarta-feira, em meio à avaliação de que o cenário à frente é extremamente desafiador.

Chegou inclusive a circular hoje nas mesas rumor sobre a possibilidade de o governo vir a cobrar IOF da renda fixa – em mais uma medida de ajuste – o que seria justificativa para a pressão da moeda norte-americana.

O boato, entretanto, não ganhou muita confiança dos pelos agentes.