Dólar tem ligeira baixa ante real, de olho no exterior

São Paulo – O dólar tinha leve queda ante o real nesta quinta-feira, atento à fraqueza global da moeda um dia após comentários do chairman do Federal Reserve sugerirem mais estímulos econômicos à frente.

A estabilização nos mercados de ações norte-americanos, depois da divulgação de dados positivos sobre a economia daquele país, também ajudava a diminuir a demanda por dólares.

Às 10h52, a taxa de câmbio recuava 0,13 por cento, para 1,572 real na venda. Ao mesmo tempo, o índice DXY – que mede o valor do dólar contra uma cesta de divisas – perdia 0,47 por cento.

O mercado seguia avaliando comentários do chairman do Fed, Ben Bernanke, feitos na véspera, de que o banco central dos EUA está pronto para agir caso a economia do país enfraqueça.

A fala de Bernanke foi entendida como um sinal de que o Fed pode embarcar em outra rodada de estímulos, o que se traduziria em mais liquidez e, provavelmente, mais fluxos de capital para economias de rápido crescimento, como o Brasil.

“A tendência do dólar é de baixa, não tem jeito. Houve alguns ruídos sobre medidas que chegaram a deixar o mercado em alerta, mas depois do Bernanke ontem volta a perspectiva de liquidez abundante no mundo, e que boa parte dessa liquidez virá para cá”, disse Ovídio Soares, operador de câmbio da Interbolsa do Brasil.

Nesta sessão, dados positivos sobre a economia norte-americana ajudavam a manter o clima mais ameno nos mercados.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos diminuíram na última semana, para 405 mil ante 427 mil no período anterior. Além disso, as vendas no varejo naquele país surpreenderam e tiveram alta de 0,1 por cento em junho, contrariando expectativa de queda.

O apetite por risco, no entanto, era contido pelas constantes preocupações com a crise de dívida na Europa. O salto nos yields exigidos por investidores para comprarem títulos públicos italianos serviu para lembrar que os problemas em nações periféricas da zona do euro podem se agravar e contaminar outras economias do bloco.

Apesar disso, o euro subia ante o dólar, reagindo à melhora relativa nos mercados.