Dólar tem leves variações e continua abaixo de R$2,25

Moeda sustentava-se descolado do exterior, com a constante atuação do Banco Central e após pesquisa mostrar queda na intenção de votos da presidente Dilma

São Paulo – O dólar tinha leves variações nesta segunda-feira e sustentava-se abaixo do nível de 2,25 reais, descolado do exterior, com a constante atuação do Banco Central no mercado e após pesquisa mostrar queda na intenção de votos da presidente Dilma Rousseff para as eleições de outubro.

Às 10h46, a moeda norte-americana tinha oscilação positiva de 0,04 por cento, a 2,2446 reais na venda, após fechar a sessão anterior com baixa de 1,70 por cento. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de 52 milhões de dólares.

“A pesquisa do fim de semana está fazendo preço, limitando a influência aqui no Brasil da alta do dólar lá fora”, afirmou o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno.

No exterior, o dólar avançava em relação a moedas, como o peso mexicano e o dólar australiano.

Ele referia-se à pesquisa Datafolha publicada no sábado.

Segundo o levantamento, Dilma conta com 38 por cento das intenções de voto, ante 44 por cento na pesquisa de fevereiro.

Mesmo assim, ela conseguiria se reeleger no primeiro turno.

Outra pesquisa do Datafolha mostrou ainda que quase 80 por cento dos brasileiros acreditam que há corrupção na Petrobras .

As notícias vêm num momento em que os mercados financeiros mostram-se céticos em relação à condução da política econômica no país. Nesse contexto, o Ibovespa subia mais de 1 por cento, puxado pelas ações da petroleira.

Também mantinha as negociações do dólar comedidas a ação do BC no mercado. Mais cedo, deu continuidade às intervenções diárias, vendendo a oferta total de até 4 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Todos os novos contratos vendidos vencem em 1º de dezembro deste ano e têm volume correspondente a 198,3 milhões de dólares. A autoridade monetária também ofertou swaps para 2 de março de 2015, mas não vendeu nenhum.

Além disso, fará em seguida mais um leilão para rolar os swaps com vencimento em 2 de maio, com oferta de até 10 mil contratos. Até agora, a autoridade monetária já rolou cerca de 6 por cento do lote total para o próximo mês, que corresponde a 8,733 bilhões de dólares.

“Se o BC continua vendendo dólares nesse patamar, o mercado interpreta que ele ainda está confortável com essa taxa de câmbio e abre espaço para que o mercado continue testando novos pisos”, afirmou o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo.

Alguns no mercado avaliam que o dólar mais barato, apesar de ajudar no combate a inflação, desagradaria o governo pois prejudica as exportações.