Dólar sobe e fecha renovando maior valor desde 2009

O aprofundamento da queda dos juros futuros na BM&F ajudou a moeda americana a fechar no positivo com maior valor desde em três anos

São Paulo – A aversão ao risco no mercado internacional e o aprofundamento da queda dos juros futuros na BM&F reconduziram nesta sexta-feira o dólar para o campo positivo, após iniciar o dia em baixa.

Os dados fracos de atividade da zona do euro e do mercado de trabalho dos Estados Unidos, junto com a perspectiva de queda nos ingressos de recursos no país em função de possíveis novos cortes da taxa Selic, deixaram os agentes financeiros na defensiva, provocando encolhimento do volume de negócios e aumento da volatilidade no câmbio.

Mas mesmo quando caiu e registrou a mínima logo cedo, o dólar ainda sustentou-se acima do patamar de R$ 1,900 para o qual migrou na segunda-feira. No piso de hoje, a moeda no balcão encostou em R$ 1,9080 (-0,37%) no balcão e, na máxima, atingiu R$ 1,9280 (+0,68%).

Desse modo, pela quarta sessão consecutiva o Banco Central não comprou a moeda. Mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi enfático em entrevista em São Paulo ao reafirmar que o governo continuará combatendo a valorização do real e trabalhará para permitir que a Selic seja reduzida ainda mais, para estimular o crescimento do país.

Com isso, o dólar à vista fechou com alta de 0,26%, a R$ 1,920 no balcão. O resultado diário elevou a valorização semanal acumulada pela moeda para 1,80%; em maio, para +0,73% e, no ano, para +2,73%. Na BM&F, o dólar spot terminou com leve baixa de 0,08%, a R$ 1,9195. O giro financeiro registrado na clearing de câmbio até 16h45 era 51% inferior ao de ontem e somava US$ 1,115 bilhão (US$ 1,056 bilhão em D+2).

Vale lembrar que, na última vez em que comprou dólar à vista, na última sexta-feira, o BC pagou taxa de R$ 1,8850. Já na última quarta-feira, o dólar no balcão fechou a R$ 1,9280 – maior valor desde 17 de julho de 2009.