Dólar sobe e vai a R$3,67, de olho no cenário externo

Às 9:05, o dólar avançava 0,29 por cento, a 3,6713 reais na venda, depois de acumular alta de 3,22 por cento nos últimos três dias

São Paulo – O dólar mantinha nesta quarta-feira a trajetória de alta dos últimos dias ante o real acompanhando o cenário externo, com os investidores em busca de mais pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos já que altas adicionais influenciam o fluxo global de recursos.

Às 10:56, o dólar avançava 0,42 por cento, a 3,6762 reais na venda, depois de acumular alta de 3,22 por cento nos últimos três dias. Na máxima, a moeda foi a 3,6895 reais. O dólar futuro tinha alta de 0,53 por cento.

“A intenção do banco central norte-americano em continuar com seu gradualismo na condução da política monetária ainda gera muitas dúvidas…Consenso mesmo é que o Fed deve anunciar seu segundo aumento do juro em junho”, afirmou a Advanced Corretora em relatório.

Na véspera, os dados de vendas do varejo norte-americano elevaram as apostas para três novas altas de juros neste ano,somando-se à que foi feita em março pelo Federal Reserve. Mas, nesta quarta-feira, os dados da produção industrial de abril, embora tenham vindo mais fortes do que as projeções, trouxe revisões em baixa dos números de meses passados.

No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas, mas perdeu força após os dados da produção industrial. Além disso, a moeda norte-americana, que operava mista mais cedo ante divisas de emergentes, passou a cair ante a maioria delas, como o peso mexicano.

O rendimento do Treasury dos Estados Unidos de 10 anos cedia nesta sessão, mas permanecia ainda acima do nível de 3 por cento, o que ajudava a pressionar a moeda norte-americana.

O Banco Central já realizou nesta quarta-feira leilão de venda de 5 mil novos contratos de swap cambial tradicional –equivalente à venda futura de dólares. Com esta venda, já colou 750 milhões de dólares adicionais em swaps.

A autoridade ainda realiza nesta data leilão de até 4.225 contratos de swap cambial tradicional –equivalente à venda futura de dólares– para rolagem do vencimento de junho.