Dólar sobe com exterior e reforma da Previdência no radar

Às 9h30 desta quarta, a moeda americana à vista subia 0,30%, aos R$ 3,2369. O dólar futuro de fevereiro avançava 0,37%, aos R$ 3,2430

São Paulo – O dólar e os juros futuros operam com viés de alta desde o início das operações desta quarta-feira, 17.

No câmbio, há influências do sinal positivo externo em relação a moedas principais e algumas ligadas a commodities, como peso mexicano, lira turca e rand sul africano, e também percepção de que provavelmente a reforma da Previdência não será votada em fevereiro, disse o gerente de mesa de derivativos de uma gestora de recursos.

Na terça-feira, 16, o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que se o texto não for votado no mês que vem “você não conseguirá votar mais”.

A jornalistas, Maia negou que tenha sido pessimista em sua avaliação. “Eu não posso ir para nenhum ambiente no Brasil ou no exterior e mentir. Já tem muito político mentiroso no Brasil, né? Acho que chega. Está na hora de a gente falar a verdade, e a reforma da Previdência não é uma votação simples.”

Às 9h30 desta quarta, o dólar à vista subia 0,30%, aos R$ 3,2369. O dólar futuro de fevereiro avançava 0,37%, aos R$ 3,2430.

Em Nova York, o euro caía a US$ 1,2214, ante US$ 1,2271 no fim da tarde de terça. O dólar avançava a 110,71 ienes, de 110,35 ienes no fim da tarde de terça. O índice do dólar (DXY) estava em alta de 0,35%.

Lá fora, a moeda norte-americana se recupera e sobe ante divisas principais, após ter recuado na terça-feira, em meio a incertezas políticas em Washington.

Nesta sexta-feira, dia 19, termina o prazo para que o limite da dívida dos Estados Unidos seja elevado e para que o financiamento continue. Há, no entanto, poucos sinais de acordo entre o governo e os parlamentares da oposição democrata.

Também há expectativas sobre depoimento do ex-estrategista-chefe da Casa Branca Steve Bannon, que foi convocado pelo conselheiro Robert Mueller a depor no grande júri que investiga a suposta interferência da Rússia na eleição presidencial americana de 2016.

Na Europa, por sua vez, o euro perde terreno para o dólar nesta manhã, após o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, afirmar à mídia italiana que a política da instituição continuará “muito acomodatícia por um longo tempo”, embora tenha reduzido suas compras mensais de bônus soberanos, segundo a agência de notícias Reuters.

A moeda única europeia desacelerou a queda intraday, depois de chegar a ser negociado mais cedo a US$ 1,2208, reagindo aos dados de inflação da zona do euro.

O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,4% na comparação anual em dezembro, enquanto o núcleo do CPI avançou 0,9% na mesma comparação, ambos em linha com a previsão.