Dólar fecha setembro com ganho acumulado de 17,94%

Trata-se da maior variação mensal desde setembro de 2002

São Paulo – A demanda pela moeda norte-americana hoje tomou fôlego no início da segunda etapa dos negócios e fez o dólar disparar e atingir a máxima de R$ 1,8910, às 15h28, mas depois desacelerou um pouco para fechar valendo R$ 1,88, alta de 1,51%. No mês, o ganho acumulado é de 17,94%, a maior variação mensal desde setembro de 2002, quando registrou valorização de 24,92%. A elevação do dólar acompanhou a deterioração das bolsas e do mercado de moedas lá fora.

Cautela com a crise da zona do euro, fim de semana, ajuste de posição e final de trimestre. Essas foram algumas das explicações dadas por profissionais do mercado financeiro para justificar a puxada do dólar no meio da tarde. “Não tem nada novo. A preocupação com a cena externa, principalmente com a zona do euro, ainda é muito forte. A situação da Grécia parece que vai (ser resolvida), mas, no fundo, ainda é uma incógnita. Além disso, temos o fim de semana pela frente e hoje é fim de mês e trimestre, ou seja, tudo impõe cautela”, disse uma fonte. Ou seja, o mês de setembro termina, mas as preocupações com o cenário internacional, não. E essas preocupação devem se estender pelo mês de outubro.

Na mínima, o dólar balcão atingiu R$ 1,849. Na semana, a moeda subiu 2,06%. No ano, tem ganho acumulado de 12,98% e, no trimestre, de 20,43%. Na BM&F, o dólar pronto fechou na máxima, a R$ 1,889, com ganho de 2,17%. A mínima foi de R$ 1,85. No mês, o dólar na BM&F fechou com valorização de 18,73% e, no ano, de 13,59%. No trimestre, o ganho acumulado alcança 21,08%.

O mercado segue dividido entre as boas e más notícias externas. Logo cedo, ainda sob os efeitos positivos da aprovação das mudanças para reforço do fundo de socorro europeu pelo parlamento alemão na véspera. Hoje, os investidores comemoraram a aprovação por parte do parlamento da Áustria. Com a Áustria, a maioria dos 17 países que compartilham o euro já aprovou a ampliação do fundo de resgate. Logo depois, os investidores resolveram questionar a eficiência das alterações nesse instrumento e abandonaram os ativos de risco.