Dólar fecha em leve queda em linha com o exterior

Além das expectativas com o BCE, nos EUA alguns indicadores vieram piores do que o esperado

São Paulo – O dólar fechou em leve queda ante o real nesta terça-feira, 13, em função de um certo apetite por risco generalizado que impulsionou as moedas emergentes e de países exportadores de commodities.

Um dos motivos para isso foi a informação de uma fonte de que o banco central da Alemanha (Bundesbank) apoiará medidas de estímulos que o Banco Central Europeu (BCE) pretende anunciar na reunião de política monetária de junho.

O dólar à vista no balcão terminou o pregão cotado a R$ 2,2150, uma queda de 0,18%.

Por volta das 16h30 o giro era de US$ 1,89 bilhão, segundo dados da clearing de câmbio da BM&FBovespa.

O dólar para junho tinha desvalorização de 0,16%, a R$ 2,2240. O volume de negociação era de quase US$ 13,29 bilhões.

A divisa norte-americana também perdia terreno ante a lira turca (-0,54%), o rublo russo (-0,59%) e o rand sul-africano (-0,34%).

O índice ICE Dollar, que pesa a moeda norte-americana ante uma cesta de seis principais rivais, ganhava 0,28%.

Além das expectativas com o BCE, nos EUA alguns indicadores vieram piores do que o esperado.

As vendas no varejo subiram apenas 0,1% em abril ante março, quando a previsão era de alta de 0,4%, e o índice de preços das importações caiu 0,4% no mesmo período, contrariando a expectativa de elevação de 0,4%.

Atividade fraca e inflação muito baixa significam que o Federal Reserve poderia optar por manter seus programas de estímulo monetário por mais tempo, o que pressiona o dólar.

O fluxo cambial mais movimentado também favoreceu uma melhora do volume de negócios.

Após ingressos de recursos pelas vias comercial e financeira, houve demanda por moeda de importadores, que pesou para a desaceleração da queda do dólar no fim da manhã, comentou o gerente da mesa de derivativos de uma corretora.

Para ele, o fluxo cambial foi equilibrado no período.