Dólar fecha em leve queda com foco na reforma da Previdência

Moeda recuou 0,17% e encerrou a R$ 3,6664 influenciada por ambiente de maior apetite por risco no exterior

O dólar fechou em leve queda ante o real nesta terça-feira, com foco na reforma da Previdência em dia de reuniões entre membros do governo e do Congresso, e em meio a um ambiente de maior apetite por risco no exterior.

O dólar recuou 0,17 por cento, a 3,6664 reais na venda. Na máxima da sessão, a moeda chegou a 3,6850 reais e na mínima, tocou 3,6618 reais.

O dólar futuro operava com variação negativa de 0,14 por cento.

A moeda norte-americana, que rondou a estabilidade frente ao real durante boa parte do pregão, passou a cair com um pouco mais de força após declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, à imprensa.

Maia afirmou que se a Previdência for aprovada na Câmara até maio, o Senado poderá votar o texto em junho ou julho, declaração que agradou o mercado.

“Uma sinalização nesse sentido, de que a reforma viria num prazo relativamente curto, traz confiança para o mercado, é uma boa sinalização para o investidor estrangeiro”, afirmou o analista-chefe da Geral Investimentos, Carlos Müller.

Guedes, por sua vez, disse que o governo busca uma economia de ao menos 1 trilhão de reais em 10 anos com a reforma que enviará ao Congresso.

Segundo o ministro, o governo trabalha com “duas ou três alternativas” da reforma e que isso será entregue a Bolsonaro, que baterá o martelo assim que ele retornar a Brasília.

Também nesta terça-feira o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que Bolsonaro e Guedes ainda não chegaram a um consenso sobre a igualdade em idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres.

No lado externo, o mercado aguarda o discurso de Estado da União que Trump fará na noite desta terça-feira, em que deve fazer pressão sobre o muro na fronteira com o México, além de tocar pontos de política externa, como Venezuela e negociações comerciais entre EUA e China.

Uma sinalização favorável de Trump no que diz respeito a comércio pode alimentar o apetite por risco, que vem sendo ligeiramente impulsionado por dados fortes de emprego nos EUA e uma abordagem mais moderada do Federal Reserve.

O Banco Central brasileiro vendeu nesta sessão 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou 1,549 bilhão de dólares do total de 9,811 bilhões que vencem em março.