Dólar encerra em leve alta com mercado cauteloso sobre Previdência

Moeda avançou 0,12% com investidores em posição mais moderada depois de forte entusiasmo por reforma previdenciária e com preocupação sobre mercado externo

O dólar encerrou com pequeno acréscimo ante o real nesta quinta-feira, com investidores adotando posições mais moderadas após bom humor excessivo ligado à reforma da Previdência e preocupação com desaceleração na Europa após dados fracos da indústria alemã.

O dólar avançou 0,12 por cento, a 3,7108 reais na venda. Na máxima da sessão, alcançou 3,7384 reais e na mínima, chegou a 3,7005 reais.

O dólar futuro operava em alta de 0,6 por cento.

Participantes do mercado começaram na véspera a aventar a chance de a votação da reforma previdenciária não ocorrer no prazo estimado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) que havia dito que o texto poderia ser votado na Casa até julho.

Uma fonte da equipe econômica disse à Reuters na véspera que para o governo garantir a aprovação da reforma da Previdência é mais importante do que tramitá-la rapidamente..

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro, internado em São Paulo e ainda sem previsão de alta, não deve haver nenhuma sinalização mais contundente. A palavra final é dele, garantiu o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Não adianta precificar na frente, antes de haver notícias. Tem que esperar. Havia um certo ajuste a ser feito, porque o mercado subiu muito com otimismo”, afirmou o operador de câmbio da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

Um membro da área econômica disse nesta quinta que o projeto da reforma deve ser apresentado entre 19 e 21 de fevereiro ou quando Bolsonaro estiver restabelecido.

No exterior, uma queda inesperada na produção industrial da Alemanha, maior economia da Europa em dezembro endossou temores de desaceleração na Europa.

“Também é preocupante a zona do euro. A Alemanha mostrou que atividade industrial caiu em dezembro, apontando enfraquecimento da economia, o que levanta risco de recessão”, disse Faganello.

Os negócios também refletiram a notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, não devem se encontrar antes de 1º de março, data em que vence a trégua na guerra comercial.

O BC brasileiro vendeu nesta sessão 10,33 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Assim rolou 2,582 bilhões de dólares do total de 9,811 bilhões que vencem em março.