Dólar comercial abre em baixa de 0,17%, a R$ 1,715

Por Cristina Canas

São Paulo – O dólar comercial abriu o dia em baixa de 0,17%, negociado a R$ 1,715 no mercado interbancário de câmbio. No pregão de sexta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,23%, cotada a R$ 1,718. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), ainda não foram registradas operações com o dólar à vista.

No mercado internacional, o dólar começa a semana perdendo força ante a maioria das moedas emergentes, refletindo o ganho das bolsas e das commodities (matérias-primas). No Brasil, as preocupações com a possibilidade de maior agressividade nas intervenções do Banco Central (BC) ainda pesam e devem limitar a queda do dólar ante o real – ainda assim, sem conseguir inverter a trajetória da moeda.

Segundo estimativas do mercado, entre o dia 8 – quando deu início às atuações duplas no mercado à vista – e a última sexta-feira, o BC comprou quase US$ 6,5 bilhões. O próximo dado oficial sobre as aquisições será divulgado na quarta-feira, dia 22, e refletirá o período até o dia 15. Nos cálculos do mercado, até o dia 15, as compras somariam US$ 4,1 bilhões.

Na agenda de hoje, nada do que está previsto deve ter força para definir o rumo do mercado brasileiro de câmbio. Nos Estados Unidos, não há indicadores de peso previstos. Ainda assim, o índice de atividade das construtoras de casas de setembro, divulgado pela Associação Nacional das Construtoras de Casas (NAHB, na sigla em inglês), às 11 horas, deve ser acompanhado.

No Brasil, os destaques são a pesquisa Focus, anunciada esta manhã, e os dados da balança comercial da terceira semana de setembro, que saem às 11 horas. As instituições financeiras consultadas pelo BC no levantamento semanal Focus reduziram as estimativas para o câmbio ao fim de 2010, de R$ 1,77 para R$ 1,75. Para 2011, a taxa foi ajustada de R$ 1,81 para R$ 1,80.

Já o câmbio médio projetado para o ano que vem também cedeu de R$ 1,80 para R$ 1,79, enquanto o de 2010 caiu de R$ 1,79 para R$ 1,78. Em relação à balança comercial, o mercado segue com superávit projetado em US$ 15 bilhões para este ano. Para 2011, o saldo positivo esperado subiu de US$ 9,56 bilhões para US$ 9,90 bilhões.