Dólar cai mais de 1% ante real com ação de estrangeiros

Investidores estrangeiros mantinham o comportamento da divisa no Brasil totalmente descolado do exterior

São Paulo – O dólar caía mais de 1 por cento ante o real nesta quinta-feira, revertendo a alta vista na abertura da sessão, em um movimento liderado por investidores estrangeiros, que mantinham o comportamento da divisa no Brasil totalmente descolado do exterior.

Às 11h49, o dólar recuava 1,15 por cento, a 2,3294 reais na venda. Minutos após a abertura, a divisa chegou a subir 0,8 por cento, para 2,3751 reais. Na mínima, tocou 2,3299 reais.

“O movimento de hoje está na contramão dos últimos dias e do exterior. É um forte fluxo vendedor liderado por alguns bancos estrangeiros”, afirmou o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki.

No exterior, o dólar estava em alta generalizada. Em relação a uma cesta de moedas, ele subia 0,55 por cento. Já sobre o peso mexicano, avançava 0,5 por cento. O euro recuava 0,67 por cento sobre a moeda dos Estados Unidos.

Um operador de banco estrangeiro que não estava na ponta vendedora disse que os investidores estavam trocando dólares por reais para aplicar em títulos da dívida pública brasileira.

“Estou na ponta comprada, mas essa entrada grande de estrangeiro é para comprar título do Tesouro”, afirmou o operador, que pediu anonimato.

O dólar abriu em queda mas virou no momento em que o Banco Central realizava leilão de swap cambial tradicional, no qual vendeu a oferta total de 10 mil contratos com vencimento em 2 de janeiro do ano que vem. O volume financeiro foi equivalente a 497,3 milhões de reais.


Diante dos esforços dos países emergentes para conter a desvalorização de suas moedas, o grupo dos Brics concordou em contribuir com 100 bilhões de dólares para um fundo conjunto de reserva cambial. A China injetará 41 bilhões de dólares; Brasil, Índia e Rússia, 18 bilhões de dólares cada um; e a África do Sul entrará com 5 bilhões de dólares”.

Além disso, investidores estão atentos à divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos na sexta-feira, que pode dar novos sinais sobre quando o Federal Reserve, banco central norte-americano, começará a reduzir seu programa de estímulos.