Dólar cai e flerta com níveis abaixo de R$ 3

A divisa também perdia força contra as principais moedas da América Latina, como os pesos mexicano e chileno

O dólar anulou a alta e passou a cair ante o real nesta sexta-feira, com investidores minimizando a recuperação da criação de empregos nos Estados Unidos em abril e concentrando-se no aumento menor que o esperado da renda média por hora, que pode ser um sinal de que a inflação ainda não está ganhando ímpeto na maior economia do mundo.

Às 10h55, a moeda norte-americana caía 0,75 por cento, a 3,0048 reais na venda, após chegar a subir na máxima da sessão a 3,0445 reais e, na mínima, cair a 2,9978 reais.

A divisa também perdia força contra as principais moedas da América Latina, como os pesos mexicano e chileno.

Embora a criação de vagas de trabalho tenha ficado praticamente em linha com as expectativas em abril, levando a taxa de desemprego à mínima em quase sete anos, a renda média por hora subiu apenas 0,1 por cento.

Além disso, o dado de março foi revisado para o menor nível desde junho de 2012.

Isso pode abrir espaço para o Federal Reserve manter os juros quase zerados por mais tempo, enquanto espera para ver sinais mais consistentes de que a inflação está acelerando em direção a sua meta.

O economista da 4Cast Pedro Tuesta ressaltou que o mercado tem dado bastante importância para números relacionados à inflação, mas também lembrou que o Fed observa um conjunto de fatores para tomar suas decisões. “Precisamos esperar a poeira baixar”, afirmou.

Com isso, o dólar voltou a flertar com níveis abaixo do patamar de 3 reais.

Alguns investidores acreditam que a divisa enfrentará dificuldades para se sustentar abaixo desse nível novamente, uma vez que o Banco Central sinalizou que deve rolar apenas parcialmente os swaps cambiais que vencem em junho pouco após a moeda norte-americana oscilar na casa dos 2,90 reais.

Mais tarde, o BC dará continuidade à rolagem desse lote de swaps, com oferta de até 8,1 mil contratos.