Dólar cai e chega a R$4,18 sem tirar foco da eleição

Às 12:08, o dólar recuava 0,20 por cento, a 4,1871 reais na venda, depois de terminar a véspera a 4,1957 reais

São Paulo – O dólar recuava ante o real nesta sexta-feira em movimento de correção após bater na véspera seu recorde desde a criação do Plano Real, com a cautela com a cena eleitoral como pano de fundo em dia de novas pesquisas de intenções de voto.

Às 12:08, o dólar recuava 0,20 por cento, a 4,1871 reais na venda, depois de terminar a véspera a 4,1957 reais. O dólar futuro tinha perdas de cerca de 0,5 por cento.

“(O cenário para os mercados) emergentes aliviou e, como o dólar subiu muito ontem, abriu tentando realizar”, explicou a estrategista de câmbio do banco Ourinvest, Fernanda Consorte.

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O mercado aguarda para após o fechamento a divulgação de nova pesquisa Datafolha sobre intenção de votos. O levantamento encomendado pela XP Investimentos e divulgado nesta manhã mostrou que o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, manteve a liderança, enquanto quatro candidatos estão em empate técnico na briga pela segunda posição.

Os investidores têm optado por posições defensivas enquanto buscam mais clareza sobre o desfecho eleitoral, ao mesmo tempo em que começam a questionar possíveis intervenções do Banco Central com o dólar no patamar de 4,20 reais, já que a moeda estava nesses níveis quando o BC atuou no final do mês passado.

“O BC também poderia estar esperando para ter um cenário mais claro para intervir no mercado de câmbio”, avaliou Fernanda.

Para a sessão desta sexta-feira, por ora, o BC apenas anunciou e fez leilão para rolagem do vencimento de swaps tradicionais -equivalentes à venda futura de dólares- de outubro, no total de 9,801 bilhões de dólares, dos quais já rolou 4,905 bilhões de dólares.

Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

No exterior, o dólar subia ante a cesta de moedas e operava misto ante emergentes, com destaque para o recuo ante o rublo após o banco central russo elevar os juros para 7,5 por cento.