Dólar cai com “arsenal” do governo e arrasta juros

Banco Central (BC) colocou em prática um arsenal de medidas para conter a valorização da moeda americana

São Paulo – O dólar opera em queda no pregão de hoje, pressionado pelo “arsenal” de medidas que o Banco Central (BC) colocou em prática nessa semana, para conter a valorização da moeda americana. As taxas de juros acompanham o movimento.

A nova medida cambial do governo, anunciada hoje, reduz de 720 dias para 360 dias o prazo mínimo para que os empréstimos obtidos no exterior fiquem isentos da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Ou seja, os investidores que captarem recursos no exterior por até um ano vão pagar impostos, sendo isentos se ficarem por tempo superior. A medida tem como objetivo facilitar a entrada de dólares no país, impedindo que o dólar suba muito frente ao real.

A cobrança de IOF para empréstimos externos com prazo inferior a 360 dias foi introduzida em abril do ano passado, em meio às tentativas do governo de evitar apreciação excessiva do real. Uma semana depois, o prazo foi elevado para 720 dias e, em março deste ano, para três anos. Em junho, houve o primeiro recuo, de volta aos 720 dias.

Ontem, o governo havia anunciado a ampliação de 360 dias para 1.800 dias no prazo do Pagamento Antecipado de exportações. Em março desse ano, o BC havia estabelecido que o prazo máximo para tal operação fosse de 360 dias, e que o financiamento só pudesse ser realizado pelo importador. Em junho, o BC flexibilizou essa última condição, permitindo que o financiamento fosse realizado também por instituições financeiras ou pessoas jurídicas não residentes.

O dólar comercial operava em queda de 0,47%, chegando a R$ 2,106 para venda. No mercado turismo, a moeda perdia 0,44%, chegando a R$ 2,25 para venda.

Juros em queda

As taxas projetadas pelos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) acompanham o ritmo do mercado de câmbio e operam em queda ao longo de toda a manhã. Além disso, o fraco desempenho da economia brasileira no terceiro trimestre e a queda da produção industrial em outubro continuam pressionando a queda das taxas.

O DI com vencimento em janeiro de 2013 mantém a estabilidade em relação ao fechamento de ontem, projetando taxa de 7,09% ao ano. Janeiro de 2014 cai de 7,10% para 7,07% e janeiro de 2015 passa de 7,60% para 7,57%.Janeiro de 2017 passa de 8,52% para 8,48% e janeiro de 2021, de 9,24% para 9,22%.