Dólar abre quase estável ante real; BC faz leilão

Após moeda abrir em queda, Banco Central anunciou um leilão de venda de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólar no mercado futuro

São Paulo – Após o dólar abrir em queda no mercado à vista, cotado a R$ 2,0250 (-0,10%) no balcão, o Banco Central anunciou um leilão de venda de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólar no mercado futuro. Na operação, feita entre 9h30 e 9h40, o BC ofertou até 30 mil contratos de swap reverso, com vencimentos em 3/12/2012 e 2/1/2013, em um total financeiro de até US$ 1,5 bilhão.

Às 9h39, o dólar à vista no balcão caía 0,05%, a R$ 2,0260, após tocar uma máxima de R$ 2,0270, estável.

No mercado futuro, às 9h40, o contrato do dólar para novembro de 2012 subia 0,02%, a R$ 2,0285, após oscilar entre R$ 2,0270 (-0,05%) e R$ 2,0290 (+0,05%).

No exterior, o dólar opera em baixa ante o euro e moedas asiáticas correlacionadas com commodities. Na China, o yuan atingiu a maior cotação em 19 meses ante o dólar. Já no Japão, o iene cai com expectativa de mais atuação do governo local. O destaque é a notícia de que o Japão deve aprovar um pacote econômico de 400 bilhões de ienes (US$ 5,06 bilhões) na sexta-feira (26) para tentar impulsionar a economia, o que deve aumentar a pressão para que o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) também adote novas medidas de alívio monetário na reunião do dia 30 de outubro.

Por volta das 9h45, o euro subia a US$ 1,2994, de US$ 1,2974 no fim da tarde desta quarta-feira (24). O dólar subia a 80,13 ienes, de 79,81 ienes no fim da tarde desta quarta.

A moeda dos Estados Unidos é enfraquecida pela percepção de alguns sinais de melhora da economia global, especialmente pela reafirmação do Federal Reserve de que manterá políticas em prol do crescimento do país. Na reunião desta quarta, o BC norte-americano reafirmou que manterá a política de juro zero até meados de 2015 e deixará inalterado o plano de compra de títulos, o QE3.

Ainda nos EUA, o mercado aguarda novos indicadores, que podem reforçar os sinais recentes de moderada recuperação da economia do país. Entre eles, o número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada, o dado de encomendas de bens duráveis e de vendas pendentes de imóveis residenciais em setembro.

No Brasil, a taxa de desemprego em setembro atingiu o menor patamar para o mês desde 2002, embora tenha subido ligeiramente ante agosto, passando de 5,3% para 5,4%. Mas nem isso nem as notícias externas devem tirar o dólar de perto da estabilidade em razão da forte defesa do câmbio pelo governo brasileiro.