Dólar abre em queda com cenário externo ameno

O mercado de câmbio doméstico abriu com o dólar em queda ante o real, reagindo ao ambiente externo ameno nesta segunda-feira

São Paulo – O mercado de câmbio doméstico abriu com o dólar em queda ante o real, reagindo ao ambiente externo ameno nesta segunda-feira, 22, com alta do petróleo e de metais básicos, como o cobre, e firme valorização do rublo ante o dólar norte-americano. Em relação a outras moedas, o dólar exibe sinais mistos. Aqui, o Banco Central volta a fazer quatro leilões cambiais, sendo dois de linha e dois de swap, com oferta total de até US$ 2,7 bilhões.

Às 10h05, o dólar à vista estava em baixa de 0,08%, a R$ 2,6540, após oscilar de R$ 2,6520 (-0,15%) a R$ 2,6630 (+0,26%). A taxa de abertura foi a R$ 2,6520 (-0,15%). Na BM&FBovespa, às 10h07, o dólar para janeiro de 2015 recuava 0,19%, a R$ 2,660. Esse contrato já oscilou de R$ 2,6510 (-0,53%) a R$ 2,6675 (+0,09%).

Há pouco, o BC já fez a primeira oferta de swap, com venda integral do lote ofertado de até 4 mil contratos, cerca de US$ 195,8 milhões. No fim da manhã, o BC dará continuidade à rolagem do vencimento de swap cambial de janeiro, com oferta de até US$ 500 milhões (10 mil contratos).

À tarde, o Banco Central fará os dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra (conhecido como leilão de linha). As operações estão programadas para ocorrer de 15h00 às 15h05 no leilão A e de 15h15 às 15h20 no B. O BC informou ainda que serão aceitas no máximo US$ 2 bilhões em ofertas a serem distribuídas a critério da autoridade monetária entre as operações. A taxa de câmbio a ser utilizada para venda de dólares por parte do BC será a do fechamento da ptax de segunda-feira. As operações de venda serão liquidadas no dia 24 de dezembro de 2014. As liquidações de compra serão feitas em 3 de fevereiro de 2015 para o leilão A e em 5 de maio de 2015 para o B.

Estarão no radar hoje os números da arrecadação federal de dezembro, que devem mostrar um desempenho pior, uma vez que mediana das estimativas é de R$ 99,050 bilhões, de R$ 112,517 bilhões em novembro. O Banco Central divulga ainda a nota de crédito e, amanhã, o Relatório Trimestral de Inflação.

Na Pesquisa Focus, a projeção para o IPCA para 2014 segue em 6,38%, enquanto IPCA para 2015 sobe para 6,54%, de 6,50%. Com a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central marcada para meados do mês que vem, o mercado manteve a estimativa de que a Selic subirá mais 0,75 ponto porcentual até o fim de dezembro de 2015. De acordo com a Focus, a mediana das previsões para a taxa básica de juros no período seguiu em 12,50%. Já a Selic média em 2015 foi mantida em 12,47% ao ano.

No exterior, o destaque da semana é o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que sai nesta terça-feira. Ontem, , o ministro do petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, afirmou que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não deverá reduzir sua produção, mesmo que venha a ser abordada sobre o assunto por países que não fazem parte do grupo.