Dólar abre em leve alta à espera do payroll

São Paulo – O dólar comercial operava em alta de 0,33%, às 10h21, cotado a R$ 1,844, após iniciar o dia cotado a R$ 1,842. A expectativa dos operadores é de que a moeda norte-americana mantenha esse rumo, até que sejam divulgados os dados do mercado de trabalho norte-americano (payroll), previstos para as 11h30. Os analistas esperam aumento na criação de vagas e queda na taxa de desemprego, o que mantém as bolsas em alta, mas o otimismo é limitado pelo noticiário europeu negativo.

No que se refere às entradas e saídas de dólares no País, os investidores vão ficar bem atentos a possíveis novos anúncios de captações por parte das empresas. Depois que o Tesouro captou US$ 825 milhões na última terça-feira, outras empresas já foram ao mercado internacional tomar empréstimo em moeda estrangeira. É o caso da Vale, que conseguiu US$ 1 bilhão e do Bradesco, que captou US$ 750 milhões. O Banco do Brasil também confirmou interesse, mas não divulgou valores.

Lá fora, o mercado divide-se entre prestar atenção no noticiário da Europa e as expectativas para os dados do mercado de trabalho norte-americano. O payroll sai às 11h30 e os analistas esperam aumento na criação de vagas e queda na taxa de desemprego.

Além de as preocupações com a Grécia e a Espanha terem crescido nos últimos dias e continuarem a ser alimentadas, as vendas no varejo da zona do euro tiveram queda de 0,8%, o dobro do esperado. O indicador de confiança da indústria melhorou, mas ainda é negativo e o índice de sentimento sobre a economia dos países que usam o euro recuou pelo 10º mês consecutivo em dezembro, para 93,3. O resultado representa o nível mais baixo em mais de um ano, embora os economistas esperassem recuo ainda maior, para 93,0. Aliado a isso, saíram as encomendas à indústria na Alemanha, mostrando queda de 4,8% em novembro ante outubro. Mais um indicador pior do que esperado, já que analistas projetavam recuo de somente 1,7%.

Vale registrar que pela manhã o IBGE divulgou os resultados do IPCA de dezembro e de 2011. As taxas ficaram em 0,50% e 6,50%, respectivamente, e não devem mexer diretamente com o mercado de câmbio.