Dólar abre em baixa, mas eleições trazem volatilidade

No exterior, moeda norte-americana perde terreno ante principais rivais. Por volta das 9h20, no mercado de balcão, o dólar à vista caía 0,08%

São Paulo – O dólar abriu o pregão desta quinta-feira, 09, em baixa, mas o ímpeto do movimento perde força, aos poucos, com os negócios locais tendo como pano de fundo a expectativa pelo posicionamento oficial de Marina Silva, que deve confirmar o apoio a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições presidenciais, e por pesquisas de intenção de voto programadas para esta noite.

Os investidores podem repercutir ainda pesquisa feitas por institutos de menor peso.

No exterior, a moeda norte-americana perde terreno ante as principais rivais.

Por volta das 9h20, no mercado de balcão, o dólar à vista caía 0,08%, cotado a R$ 2,3790, na máxima.

No mercado futuro, o contrato da moeda norte-americana para novembro valia R$ 2,3930, estável.

Na quarta-feira, 08, PSB, PSC e PV anunciaram apoio ao tucano, enquanto a Rede Sustentabilidade e o PSOL liberaram o voto de seus eleitores e filiados.

A decisão de Marina deve ser anunciada nesta quinta-feira, mas pode ser adiada, já que ela estaria no aguardo da reunião da coligação dos partidos que a apoiou e gostaria de ouvir a resolução deles antes de se pronunciar.

À noite, as atenções se voltam para a TV, diante da volta da propaganda eleitoral gratuita e com chance de um maior ataque entre os presidenciáveis.

Antes, no telejornal de maior audiência no país, saem os primeiros números do Ibope/Estadão/TV Globo e do Datafolha sobre a corrida presidencial após a definição desta segunda rodada do pleito.

Há pouco, pesquisa registrada pelo Instituto Veritá mostrou Aécio quase dez pontos porcentuais à frente de Dilma, com 54,8% contra 45,2% dos votos válidos.

Entre os votos totais, o tucano tem 42% e a petista, 36,1%. Os indecisos somam 17,4%.

A pesquisa ouviu 5.165 eleitores e foi realizada entre os dias 3 e 8 de outubro. O índice de confiança é de 95% e a margem de erro é de 1,4 ponto porcentual.