Dois conselhos infalíveis de Buffet para investidores

Em carta aos acionistas, Warren Buffett criticou quem toma dívidas para investir e defendeu as decisões tomadas a longo prazo

São Paulo — Todos os anos, Warren Buffett escreve uma carta aos acionistas da sua empresa, a Berkshire Hathaway

Investidores de todo o mundo aguardam pela divulgação do texto, que geralmente traz, além da análise do desempenho da companhia, preciosos conselhos de investimentos.

Na mais recente delas, divulgada no último final de semana, o bilionário diz que é um erro contrair dívidas para investir.

Para isso, Buffett lembra dos piores momentos vividos pela Berkshire desde os anos 1970 até a crise global de 2008.

As fortes quedas, segundo ele, são o melhor argumento contra usar dinheiro emprestado para adquirir ações. A razão para isso é que é praticamente impossível prever perdas em um curto período de tempo e “a luz pode, a qualquer momento, passar do verde ao vermelho sem passar pelo amarelo.”

“Mesmo que seus empréstimos sejam pequenos e suas posições não sejam ameaçadas imediatamente por uma queda do mercado, sua mente pode ficar confusa pelas manchetes assustadoras e por comentários apressados. E uma mente confusa não toma boas decisões.”

Os momentos de queda, ressalta Buffett, podem oferecer “oportunidades extraordinárias” de compra, mas só para que eles não estiverem prejudicados por dívidas.

Longo prazo

Buffett voltou a defender que a melhor forma de escolher uma ação é enxergá-la como uma empresa e não como um ticker a ser comprado ou vendido de acordo com padrões gráficos ou com o preço-alvo apontado por analistas.

“[Na Berkshire Hathaway] simplesmente acreditamos que se os negócios das empresas nas quais investimos têm êxitos, nossos investimentos também serão exitosos”, disse o bilionário.

Algumas vezes, afirmou Buffett, o retorno será modesto. Ocasionalmente, será muito alto e, alguns casos, o retorno nem chegará. No longo prazo, no entanto, “os resultados devem ser decentes.”