DIs fecham em queda na véspera da ata do Copom

As taxas mais longas corrigiram uma pequena parte da forte alta recente

São Paulo – Os juros futuros se descolaram da alta registrada pelo dólar nesta quarta-feira, 04, terminando o pregão em queda. Na ponta curta da curva, prevaleceu a cautela com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que será divulgada na quinta e deve trazer um tom menos conservador. Já as taxas mais longas corrigiram uma pequena parte da forte alta recente.

“Os investidores até ameaçaram colocar mais prêmios nos vencimentos curtos diante do resultado da produção industrial. Mas com a ata do Copom, amanhã, podendo indicar a redução do ritmo de alta da Selic e a proximidade do fim do ciclo, o mercado voltou, pois já há muito prêmio na parte curta também”, explicou um operador.

Ao término da negociação regu

lar na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para abril de 2014 (46.345 contratos) estava em 10,07%, de 10,08% no ajuste. O juro para janeiro de 2015 (416.135 contratos) indicava 10,67%, de 10,74% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o DI para janeiro de 2017 (263.120 contratos) apontava 12,45% ante 12,51% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2021 (9.770 contratos) marcava 13,12%, de 13,15% no ajuste.

No cenário doméstico, a produção industrial aumentou 0,6% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio no teto das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de queda de 1% a alta de 0,60%, com mediana de zero. Trata-se da terceira alta seguida nessa base de comparação. Na relação com outubro de 2012, a produção subiu 0,9%.

O Instituto para Gestão de Oferta (ISM) informou que seu índice de atividade dos gerentes de compra (PMI) do setor de serviços dos EUA caiu a 53,9 em novembro, quando a expectativa era de 55,0. Entretanto, as vendas de moradias novas saltaram 25,4% em outubro, desempenho que superou enormemente as previsões dos analistas, de +1,2%, e marcou o maior ganho em mais de três décadas.

Além disso, a pesquisa da ADP mostrou a criação de 215 mil vagas de trabalho no setor privado em novembro, o que eleva as expectativas com o payroll, que engloba também a administração pública, e será divulgado na sexta-feira.