Dias de euforia? Como fica a bolsa e o dólar no segundo turno

Agora, existe a expectativa de que os candidatos detalhem um pouco mais suas propostas para a economia, o que também deve gerar impactos no mercado

O cenário eleitoral deve continuar sendo o principal fator a influenciar o comportamento do dólar, da bolsa e do mercado de juros nas próximas semanas. Como aconteceu no primeiro turno, as pesquisas de intenção de voto devem mexer com as cotações dos ativos financeiros. Mas, agora, existe a expectativa de que os candidatos detalhem um pouco mais suas propostas para a economia, o que também deve gerar impactos no mercado.

O candidato “preferido” do mercado financeiro é Jair Bolsonaro, e isso se deve ao fato de Paulo Guedes, seu assessor econômico, ter dito que fará privatizações, reformas e adotará outras medidas de ajuste fiscal – tudo o que os investidores gostam de ouvir.

Mas ninguém sabe (nem os próprios investidores que apoiam o capitão) se um governo Bolsonaro terá o apoio necessário parar tirar essas propostas do papel – nem qual é o real comprometimento do candidato com esse projeto liberal.

Ainda assim, na cabeça de boa parte dos profissionais do mercado, o grande risco desta eleição, no campo econômico, é que Fernando Haddad ganhe e faça um governo parecido com o de Dilma Rousseff. Ou seja, que negue a necessidade de reformas e de ajuste fiscal e que adote medidas intervencionistas.

Nas semanas anteriores ao primeiro turno, Haddad fez algumas reuniões privadas com investidores em que disse estar comprometido com o equilíbrio das contas públicas e a reforma da Previdência. Publicamente, porém, sua posição é outra.

Nos próximos dias, os analistas buscarão indícios que ajudem a resolver as dúvidas que têm em relação aos dois candidatos. Declarações de ambas as partes devem deixar o mercado volátil, como aconteceu nas últimas semanas. Mas elas podem contribuir para facilitar a decisão de voto no segundo turno – e para prever os quatro anos que virão por aí.