De olho na Grécia, Wall Street perde fôlego na abertura

No foco do investidor também está uma bateria de indicadores sobre a economia americana, como inflação no atacado e a produção industrial, além da temporada de balanços

Nova York – As bolsas nova-iorquinas perdem fôlego no início dos negócios de hoje, atentas à retomada das negociações da Grécia com credores privados para reestruturar a dívida do país. No foco do investidor também está uma bateria de indicadores sobre a economia americana, como inflação no atacado e a produção industrial, além da temporada de balanços nos EUA. Às 12h33 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,18%; o S&P 500 perdia 0,15% e o Nasdaq avançava 0,11%.

Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA caíram 0,1% em bases mensais com ajuste sazonal em dezembro ante novembro. O núcleo do PPI, que exclui os preços voláteis de alimentos e energia, subiu 0,3%, o maior aumento desde julho de 2011. A previsão de analistas era de estabilidade do PPI e alta de 0,1% no núcleo.

Logo mais, às 13h (de Brasília), sai o índice NAHB de confiança das construtoras de casas em janeiro.

Na Europa, há grande expectativa em torno das negociações para reestruturação da dívida da Grécia, mas crescem as apostas de que o país enfrentará um default. Segundo o Instituto para Finanças Internacionais (IIF), que representa os credores privados nas conversações com a Grécia, questões importantes ainda estão pendentes nas negociações.

Enquanto isso, as informações de fontes do G-20 e da União Europeia de que o Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá ampliar sua capacidade de financiamento e poderia receber de US$ 500 bilhões a US$ 1 trilhão em recursos adicionais para fazer frente à crise na zona do euro neutralizam parte dos temores de default da Grécia, assim como os leilões bem-sucedidos da Alemanha e Portugal nesta manhã.