CVM: JBS é prioridade; Petro vende…

Na CVM, JBS é prioridade

A Comissão de Valores Mobiliários  (CVM) está considerando como prioridade os julgamentos de processo e inquéritos envolvendo o frigorífico JBS e sua controladora, a holding J&F. “Abrimos os processos em tempo recorde e queremos julgar tão rápido quanto possível”, disse Leonardo Pereira, presidente da CVM a jornalistas após evento na Bolsa. A CVM já abriu oito processos envolvendo a JBS, sendo dois só na semana passada, depois de notícias atreladas à delação de acionistas controladores da companhia. De acordo com Pereira, o prazo estimado entre a abertura de processo e o julgamento é hoje de cerca de 18 meses. As ações da JBS em queda de 4,34%, um dos piores desempenhos no Ibovespa.

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Petro sem Braskem

A Petrobras informou nesta segunda-feira que incluiu os ativos que detém na petroquímica Braskem entre os que estão no plano de desinvestimentos da companhia. De acordo com Pedro Parente, presidente da petroleira, 30 ativos devem ser vendidos até o final do ano, sendo metade deles nos próximos três meses. A Petrobras tem 36,1% do capital total da Braskem e 47% do votante. O grupo Odebrecht é sócio da petroleira na empresa, com 38,3% do capital e controlador da companhia, com 50,1% do capital votante. O BNDES é dono de 0,5%, e o restante é negociado em Bolsa de Valores. As ações da Petrobras foram as mais negociadas do pregão, fechando em alta de 1% nos papéis preferenciais, e 1,46% nos ordinários. A Braskem também fechou no positivo, subindo 2,61%, um dos melhores resultados da segunda-feira.

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Piora nas previsões

O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. A atualização do documento Perspectivas Econômicas Mundiais prevê avanço do PIB de 0,3%. A estimativa ficou 0,2 ponto percentual menor do que a informada em janeiro e está abaixo da projeção do mercado financeiro, de 0,5%. Em 2018, o Banco Mundial espera que o crescimento do Brasil chegue a 1,8%, a mesma projeção divulgada em janeiro. Apesar da redução, o banco destacou que o país deve sair lentamente da recessão no médio prazo.

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Julgamento adiado

O julgamento da fusão entre as gigantes do mercado de educação, Estácio e Kroton, que tramita no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) teve prorrogação solicitada pela conselheira relatora do caso, Cristiane Alkmin Schmidt. O prazo agora é de 330 dias, que se encerram no dia 27 de julho. Antes do despacho da relatora haviam 300 dias disponíveis para o julgamento. Schmidt afirma que o maior prazo é necessário “tendo em vista a complexidade do ato de concentração e a fim de garantir que o Tribunal tenha condições de completar a sua análise e avaliar os remédios propostos pelas requerentes para eliminar as preocupações concorrenciais da presente operação”. Na bolsa, as ações da Estácio despencaram 6,2%, o pior desempenho do dia, e as da Kroton caíram 3,12%.

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Bolsa de olho no TSE

O Ibovespa teve volume de negociações reduzido nesta segunda-feira com medo de incertezas políticas e fechou em queda de 0,1%, com 62.450 pontos. Os investidores evitaram grandes apostas enquanto aguardam o julgamento da chapa Dilma Rousseff e Michel Temer, marcado para terça-feira no Tribunal Superior Eleitoral, e que pode decidir o futuro do presidente Temer no cargo. O giro financeiro do pregão somou 5,6 bilhões de reais, abaixo da média diária do mês passado, de 9,565 bilhões de reais. Também de olho no noticiário político, o dólar subiu 1,03%, cotado a 3,2881 reais na venda, maior nível desde 18 de maio. O avanço da divisa impulsionou ações de exportadoras, como a vendedora de papel e celulose Suzano, que subiu 3,3%. A maior alta do dia foi da empresa de programa de fidelidade Smiles, 3,51%.

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Enamorados e econômicos

As vendas para o Dia dos Namorados devem injetar R$ 11,5 bilhões na economia. É o que aponta levantamento feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com a pesquisa, 61% dos brasileiros, cerca de 92 milhões de pessoas, irão dar presentes para alguém no próximo dia 12 de junho. A maior parte dos consumidores não pretende aumentar os gastos com relação ao ano passado. A situação financeira ruim é a principal justificativa para 44% dos entrevistados que vão gastar menos no Dia dos Namorados deste ano, seguida de 37% que pretendem economizar, 25% devido ao aumento da inflação e da economia instável e 18% por causa de dívidas em atraso.