Corretoras reduzem estimativas para ações da Positivo Informática

Queda nas margens de lucro e expectativa de ganhos ainda menores no futuro diminuem a atratividade do papel

Mais duas corretoras revisaram para baixo suas expectativas para as ações da Positivo Informática <a href="http://www.investinfo.com.br/abrilexame/Highlights.aspx?acao=POSI3"><strong>(POSI3)</strong></a><strong>.</strong> Ágora e HSBC incorporaram em suas análises os resultados aquém dos esperados apresentados pela companhia no primeiro trimestre do ano e a expectativa de menores margens de lucros nos próximos anos.</p>

A projeção da Ágora para os papéis da Positivo em dezembro de 2008 caiu 23%, para 29,20 reais. Apesar do potencial de alta de 54% até o final do ano, a corretora alterou sua recomendação para as ações de compra para manutenção “em função das incertezas de curto prazo quanto às margens de rentabilidade e o impacto da perda do benefício fiscal das vendas em São Paulo a partir do trimestre em curso”.

Já o HSBC reviu de 36 reais para 29 reais sua estimativa para as ações da companhia. Em relatório, a instituição destaca que, mesmo sendo beneficiada pela valorização do câmbio, a Positivo não conseguiu manter o bom desempenho de meses anteriores. “Os custos da companhia não apresentaram redução expressiva, embora a maior parcela de seu custo de matéria-prima esteja atrelada à moeda estrangeira, através da importação de componentes eletrônicos”, afirma.

Em abril, a corretora já havia rebaixado a projeção para os papéis da empresa em conseqüência da perda das vantagens tributárias em São Paulo. Na ocasião, a corretora destacou, ainda, a perspectiva de maior competição no setor, o que provocaria maior redução nas margens de lucro da companhia.

Em 2007, a Positivo Informática contabilizou 14,3% de margem líquida. Pela análise da Ágora, esse percentual deve cair para 11,9% neste ano, 11,8% em 2009 e para 9% em 2010.

Desde o início do ano, as ações da Positivo já recuaram 55,5%. No mesmo período o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) acumula alta de 9,5%.