Construtoras sobem; PDV na Caixa…

Bovespa em queda

O Ibovespa começou a semana caindo 1,48%, fechado aos 63.992 pontos. O índice segue a baixa das commodities: o minério de ferro caiu 1,93% e o contrato de petróleo do tipo Brent chegou a cair 1,55%. As oscilações afetaram as ações da mineradora Vale e da Petrobras, duas das principais compositoras do Ibovespa. Os papéis preferenciais da Vale e Petrobras caíram 1,41% e 2,48%, respectivamente, e os ordinários 2,25% e 2,26%. Destaque também para as ações vinculadas ao aço: as siderúrgicas CSN, Gerdau e Usiminas caíram 3,89%, 2,36% e 1,73%. O dólar fechou praticamente estável, com alta de 0,08%, cotado em 3,1260 para venda, diante de rumores de entrada de recursos no país.

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Construtoras com tudo

As ações das empreiteiras e construtoras tiveram um dia positivo em meio a um pregão de quedas. O motivo é um anúncio do governo federal de que promoverá alterações no programa Minha Casa, Minha Vida. As mudanças incluem investimento de 60 bilhões de reais e aumento da faixa de renda mínima de participação no programa para 9.000 reais — atualmente é de 6.500. No Ibovespa, as ações da Cyrela subiram 0,67%. Fora do índice, destaque para as ações da Rossi, que subiram 14,56%, da Eztec, com alta de 1,79%, e da Helbor, com 4,83%.

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Educação nem tanto

As ações da companhias de educação Kroton e Estácio tiveram forte queda no Ibovespa em meio a rumores de que a fusão entre as duas será amarga. Em comunicado, as companhias informaram que buscam soluções negociadas junto ao Cade, que na semana passada propôs a impugnação do pedido de fusão da Kroton e Estácio, alegando que seria desproporcional para o setor. As ações da Kroton caíram 2,09% e as da Estácio, 2,78%.

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Reviravolta da Braskem

Depois de grande queda de 3,81% no pregão de sexta-feira, as ações da petroquímica Braskem voltaram a subir nesta segunda-feira, fechando em alta de 1,49%. A alta aconteceu após a Petrobras, que detém participações na Braskem, anunciar, por meio de comunicado, que não teve nenhum tipo de conversa com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre contestar as declarações da petroquímica em um caso de investigação conduzida pelos americanos. Na sexta-feira, veiculou-se justamente o contrário: que a petroleira havia colocado as declarações da petroquímica em cheque.

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PDV na Caixa

A Caixa Econômica Federal abriu um Plano de Demissão Voluntária nesta segunda-feira. O objetivo é cortar até 10.000 funcionários com um plano de adesão que começa nesta terça-feira 7 e vai até dia 20 de fevereiro. A economia estimada para 2018 seria de 1,8 bilhão de reais. O anúncio do plano foi feito aos funcionários por e-mail. Podem aderir ao plano aposentados pelo INSS ou que estejam aptos a se aposentar pelo INSS, funcionários com no mínimo 15 anos de trabalho na Caixa ou que tenham adicional de incorporação de função de confiança até a data de desligamento. O banco oferece como incentivo o pagamento de 10 remunerações-base do empregado, limitado ao valor de 500.000 reais.

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Começou mal

As vendas no varejo tiveram queda de 4,2% no mês de janeiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o indicador da Serasa Experian. A maior queda foi no setor de material de construção, que teve redução de 12,1% nas vendas. O movimento dos consumidores também foi menor do que no ano anterior, 2,1%. O desemprego em alta e a quantidade elevada de dívidas dos consumidores mantiveram o consumo enfraquecido, segundo os economistas da Serasa.

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Trem desgovernado passou

Em entrevista ao Estado de S. Paulo, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, afirmou que não vê mais o Brasil à beira do precipício econômico, como nos tempos da ex-presidente Dilma Rousseff. “Aquela sensação de que o Brasil era um trem desgovernado passou”, disse. Segundo ele, apesar do ambiente político carregado, houve reformas importantes. Embora tenha um ponto de vista otimista sobre “a mudança de peso” que o governo Temer vem implementando, Fraga acredita que muitos ajustes e reformas precisam acontecer para recolocar o país nos eixos.

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Festa da carne magra

Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é esperado que as atividades de turismo relacionadas ao Carnaval de 2017 devam movimentar cerca de 5,8 bilhões de reais. Se descontada a inflação, a queda real do faturamento será a maior dos últimos cinco anos, de 8,6%. Os estados que devem liderar o destino dos recursos são Rio de Janeiro, com 2,4 bilhões de reais, e São Paulo, com 1,5 bilhão — juntos, os dois estados concentrarão 68,2% da receita no período. Os segmentos que mais devem faturar com a festa são o de alimentação fora de casa, alojamento em hotéis e pousadas e transporte rodoviário.