Com lucro bilionário, Ambev dispara e é terceira mais valiosa da Bolsa

Ambev teve lucro líquido R$ 2,712 bilhões no segundo trimestre deste ano

São Paulo – As ações da Ambev subiam 8% na manhã desta quinta-feira. Por volta das 11h30, os papéis eram negociados na casa dos R$ 19. Com a alta das ações, o valor de mercado da companhia era estimado em R$ 305,75 bilhões, o faz a empresa ser a terceira companhia mais valiosa da Bolsa, ficando atrás apenas da Petrobras (R$ 373,46 bilhões) e Itaú (R$ 329,73 bilhões)

A Ambev divulgou hoje, antes da abertura do mercado, que teve lucro líquido R$ 2,712 bilhões no segundo trimestre de 2019, um aumento de 16,1%, na comparação com o mesmo período do ano passado.  Já o lucro líquido ajustado atribuído ao controlador foi de R$ 2,616 bilhões, alta de 16,8% na comparação anual. Os resultados já contabilizam a adoção da norma contábil IFRS16, que altera a divulgação de arrendamentos.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do período subiu 0,4%, para R$ 4,691 bilhões. Já no critério orgânico, aplicando-se taxas de câmbio constantes, o Ebitda teve crescimento de 0,3%. A margem Ebitda ajustado passou para 38,6%, de 40,6% no segundo trimestre de 2018.

Entre abril e junho deste ano, a receita líquida da companhia somou R$ 12,145 bilhões, expansão de 5,5% na comparação anual. O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 567,4 milhões, 48,5% menor na base anual.

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Com o resultado apresentado, a empresa atingiu o lucro líquido ajustado de R$ 5,474 bilhões, valor 10,9% acima do registrado em igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado chegou a R$ 9,811 bilhões (+3,7% na base anual), enquanto a receita líquida atingiu R$ 24,785 bilhões (+7,1%).

Em relatório divulgado, os analistas da Guide Investimentos afirmaram que os números da Ambev superaram a expectativa de mercado, e já mostram uma recuperação da companhia neste primeiro semestre.

“Esperamos continuidade dessa recuperação operacional mais acelerada da AmBev neste ano. Sustentamos nossa recomendação devido a alguns fatores a expectativa de recuperação dos volumes ao longo do segundo trimestre; e  recuperação da atividade econômica local, com aumento cada vez maior do consumo de bebidas geladas.”