Cobre opera em baixa, ainda com correção após sequência de altas

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses recuava 0,29%, a US$ 5.460 a tonelada

Londres – Os contratos futuros de cobre recuavam na manhã desta sexta-feira, pressionados pela força do dólar e também com um ajuste após o forte rali registrado depois da vitória de Donald Trump na corrida pela presidência dos Estados Unidos.

O metal subiu vários dias diante da expectativa de que aumentem os gastos com infraestrutura no país.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses recuava 0,29%, a US$ 5.460 a tonelada, às 10h (de Brasília). O cobre para dezembro caía 0,58%, a US$ 2,4765 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 10h13.

O dólar opera em geral em alta nesta manhã, embora tenha perdido um pouco de força há pouco. A moeda é impulsionada por dados positivos dos EUA e por declarações da quinta-feira da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Janet Yellen, que disse que uma elevação dos juros pode ocorrer “relativamente em breve”.

A força do dólar pressiona as commodities negociadas nessa moeda, que ficam mais caras para os detentores de outras divisas.

O Commerzbank diz que a pressão do dólar se sobrepõe a sinais positivos do setor de construção dos EUA relativos a outubro, que poderiam beneficiar o metal.

A queda também amplia uma correção iniciada na última sexta-feira, depois da sequência positiva em reação à vitória de Trump e de alguns sinais considerados positivos da demanda na China.

O analista Robin Bhar, do Société Générale, também diz que parte do movimento especulativo da semana passada é corrigido agora. Bhar disse que os ganhos foram “muito rápidos, muito furiosos” e que os fundamentos no mercado de cobre não mudaram.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio caía 0,44%, a US$ 1.686,50 a tonelada, o chumbo recuava 0,71%, a US$ 2.162 a tonelada, o zinco subia 0,28%, a US$ 2.539 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,94%, a US$ 11.090 a tonelada, e o estanho caía 0,42%, a US$ 20.125 a tonelada.