5 mitos para evitar na temporada de balanços

Empresa de pesquisa aponta fatos sobre ações na época de divulgação de resultados que nem sempre se confirmam

São Paulo – Nos Estados Unidos, a temporada de balanços já começou e no Brasil, ela se aproxima. Como as notícias diárias mexem muito com as ações das empresas que divulgam seus resultados, a casa de pesquisas Whisper Number, especialista em coleta de expectativas, listou cinco mitos da temporada de balanços que influenciam nas ações para evitar armadilhas.

Mito 1: Quando uma empresa tem ganhos acima das expectativas dos analistas, a ação ganha força

A Whisper Number explica que isso é um mito por dois motivos. Primeiro porque não há correlação comprovada entre balanço superior ao estimado e ganho de valor nas ações.

Segundo, porque, segundo estudos, balanços com números acima das expectativas costumam ser mais comuns do que ao contrário. James Bianco, da Bianco Research, explicou para a empresa de análise que nos últimos 15 trimestres consecutivos 66% das empresas do índice S&P 500, uma das referências no mercado americano, tiveram ganhos acima da expectativa.

Mito 2: O mercado de ações em geral tem retornos maiores após períodos com muitas surpresas positivas

Esse seria um efeito macro do mito 1, que também não tem comprovação.

Mito 3: Análises 

A consultoria cita um artigo do Wall Street Journal que aponta que como as mudanças nas estimativas de balanços impulsionam a compra e venda de ações, algumas análises estão sendo refeitas com mais frequência nos Estados Unidos, já que podem gerar receita de corretagem, e por isso devem ser vistas com cautela.

Mito 4: Os grandes veículos de mídia provém os melhores dados

O balanço de uma empresa traz uma série de detalhes e nem sempre todos entram em reportagens sobre as empresas que, em geral, levam em consideração dados destacados nas análises.

Mito 5: Análises independentes têm menos valor

A Whisper Number defende que uma análise deve ser julgada com base na qualidade de dados e performance, não apenas no tamanho da corretora, banco ou empresa de pesquisa que a produziu. Eles citam, por exemplo, que analistas independentes, blogueiros e fãs da Apple que estudam a empresa têm acertado mais os números da companhia do que outras fontes. Por isso, na visão da consultoria, a opinião independente também deve ser levada em consideração no estudo de uma ação.